Papa explica importância do sacerdote na formação cultural dos jovens

Durante o encontro com os párocos da diocese de Roma

Por Inma Álvarez
ROMA, quarta-feira, 4 de março de 2009 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI sublinha a importância do trabalho pastoral do sacerdote com os jovens, especialmente nos anos da adolescência, nos quais se forma a personalidade madura, ao responder pessoalmente às perguntas e inquietudes formuladas pelos párocos da diocese de Roma, em um encontro espontâneo realizado na quinta-feira passada, 26 de fevereiro, no Vaticano.

Assim, diante da pergunta do Pe. Giuseppe Forlai, vigário na paróquia de São João Crisóstomo, sobre a importância da presença e da guia do sacerdote na pastoral com os jovens, afirmou que este deve «ajudar os jovens a entrarem em uma cultura inspirada pela fé».

O Papa se referiu a um tipo de pastoral juvenil muito estendido na Itália, o dos «oratórios», experiências que oferecem aos jovens lazer e formação sadios, e que foram criados por São João Bosco (fundador dos Salesianos) no século passado.

Neste sentido, sublinhou que a principal função dos oratórios é o de «ser realmente uma formação cultural, humana e cristã da personalidade, que deve converter-se em uma personalidade madura».

«Um oratório no qual somente se joga e se toma bebidas seria absolutamente supérfluo», acrescentou.

Outra das exigências é que o sacerdote, «como educador, deve ser ele mesmo bem formado e estar situado na cultura de hoje, rico em cultura, para ajudar também os jovens a entrarem em uma cultura inspirada pela fé».

Precisamente, sublinhou, esta cultura «integradora» dos conhecimentos com a ética à luz da fé «é muito necessária hoje»: «uma cultura sem conhecimento pessoal de Deus, sem conhecimento do rosto de Deus em Cristo, é uma cultura que poderia ser inclusive destrutiva, porque não conhece as orientações éticas necessárias».

Neste sentido, acrescentou, os sacerdotes têm «uma missão de formação cultural e humana profunda, que se abre a todas as riquezas da cultura do nosso tempo».

Com relação a questões pastorais práticas, como a presença estável dos sacerdotes com os jovens, o Papa, ainda que remeteu a questão em sua resolução prática ao cardeal vigário Agostino Vallini, sublinhou a importância de que o sacerdote esteja presente nas etapas decisivas da formação.

«Na vida do jovem, as dimensões do tempo são diferentes que na vida do adulto. Em três anos, dos dezesseis aos dezenove, são pelo menos tão longos e importantes como os anos entre os quarenta e os cinquenta. Precisamente aqui se forma a personalidade: é um caminho interior de grande importância, de grande extensão existencial», explicou.

«Este tempo não é tão breve para uma certa continuidade, um caminho educativo da experiência comum, para aprender a ser homem – acrescentou. Na juventude, três anos são um tempo decisivo e longo, porque se forma realmente a futura personalidade.»

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