Voltam aulas de latim em Nova York, e jovens pedem Catolicismo tradicional

Postado origianlamente por: http://luzesdeesperanca.blogspot.com/

Aluno de latim com 10 anos, New Rochelle

O diário “The New York Times” e a revista “U.S. News & World Report” reportaram uma bem avançada e surpreendente tendência nas escolas de nível médio e secundário americanas: ensino de Latim [foto]!
A tendência cresceu nas últimas duas décadas dentro da Igreja Católica, especialmente entre os jovens.
Um número grande deles se entusiasma lendo-o, ouvindo-o, cantando e participando em liturgias em Latim.
Trata-se de jovens padres e seminaristas, mas de leigos também. Grupos organizados aprofundam a prática do canto gregoriano ou o estudo da gramática latina.
O singular do caso é que no período pós-conciliar pareceu que a Igreja abandonaria a língua básica da cultura ocidental. De fato ela desapareceu dos seminários e do culto.
Mas as novas gerações querem ouvir falar da verdadeira fé católica, e um segmento importante dos jovens voltou-se para a Tradição do catolicismo, a Adoração Eucarística e o Canto Gregoriano, escreveu o site The Catholic Thing .

Alunas de latim na Young Middle School of New Rochelle, NY

Junto veio a retomada de interesse pela língua oficial da Igreja, genuína transmissora do esplendor da fé Católica.
Hoje muitos jovens querem ler os Padres da Igreja de Ocidente, conhecer a Idade Média e o Magistério tradicional nos próprios originais.
O Latim dá unidade lingüística aos povos católicos em todos os continentes. Por tudo isso, ninguém o estuda e entende melhor que os jovens, acrescenta o site.

Coro gregoriano do Central Catholic, escola marista de San Antonio, Texas

Muitos estudantes querem ter contato com uma tradição que é maior e mais sábia do que eles próprios, e que os convida, por isso mesmo, a aderir a seus ensinamentos teológicos, morais e sociais, explica The Catholic Thing.
Contrariamente à visão individualista segundo a qual a Igreja tem que se adaptar ao mundo moderno, estes jovens querem se adaptar à Igreja vendo n’Ela a pilastra por excelência da verdade e da sabedoria, acrescentou.

No início do século XX o Estado Maior do Império Alemão ficou alarmado pela diminuição das capacidades dos recrutas.
Após inquirições, verificou que os jovens não estudavam mais latim. Encaminhou então uma queixa ao Ministério de Educação. Este, por sua vez, revidou dizendo que o assunto não era de alçada do Exército, cuja missão era apenas fazer o soldado.
O Estado Maior respondeu: “dêem-nos o homem, e nós faremos o soldado”, como se o aprendizado do latim tornasse os seres humanos, ainda mais plenamente humanos.
De fato, os grandes talentos da Civilização ocidental ‒ inclusive anti-cristãos, como Hegel ou Marx ‒ desenvolveram plenamente seu espírito graças à influência insubstituível do latim.
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