Communicatio in sacris

Via TR

Comunicatio in sacris I

Em resposta ao criticismo das vésperas compartilhadas em Westmister como um ato de Communio in Sacris.

Encontrei o seguinte:

Papa Bento XIV(31 de março de 1675 – 3 de Maio 1758)conhecido pela a história como um estudioso e sabedor.

258 anos atrás, em 1752, Papa Bento XIV, concluiu que a communicatio in sacris com os cismáticos e hereges nem sempre é contrária à lei divina: por exemplo, em um casamento entre um católico e um não-católico.Quantos leitores críticos iriam castigar seu próprio casamento misto ou o de seus pais que foi também um ato de communicatio in sacris?E isso é mais importante do que as Vésperas compartilhada em Westminster, já que o casamento é um dos sete Sacramentos.Vale a pena pensar. Como católicos tradicionais nem sempre temos sido expostos a todos os fatos.

Comunicatio in sacris II – Tollerari posse

São Pio XO Papa Anti-modernismo.

Nós temos o seguinte do Servo de Deus, Andrew Szeptycki:Este documento permite que o santo Arcebispo e os seus sacerdotes dispensem os leigos da lei da Igreja que proíbe Communicatio in sacris com os ortodoxos.Ele foi entregue pelo Papa São Pio X em suas próprias mãos.

Tradução

Roma 17.02.1908
Santíssimo Padre!Andrew Szeptycki, Metropolitano de Halycz, Administrador Metropolitano de Kiev e de toda a Rússia, ao pé da Sua Santidade humildemente pede que permissões possam ser concedidas para si e também aos confessores em comunhão para dispensar os fiéis seculares da lei que proíbe a communicatio in sacris com os ortodoxos quantas vezes eles julgarem na consciência de ser oportuno.Nosso Santíssimo Padre Pio Papa X dignou-se a assinar com sua própria mão este documento escrito por mim com as palavras “podem ser tolerados”.

  Comunicatio in sacris III – Beato Urbano V à São Pedro Tomás

Beato Urbano V
1362- 1370

O Bem-aventurado Urbano V deu ao seu legado no Oriente, S. Pedro Tomas o Patriarca Latino de Constantinopla, permissão para compartilhar com os não-católicos “em divinis”, com a limitação, que a permissão não se estendia aos excomungados por nome.

Nascido por volta de 1305 em Périgord sul da França, Pedro Tomas entrou na Ordem Carmelita quando tinha 21 anos. Ele foi escolhido pela Ordem como seu procurador-geral do Tribunal Papal em Avignon em 1345. Após ser nomeado bispo de Patti e Lipari, em 1354, muitas missões papais lhe foram confiadas para promover a paz e unidade com as Igrejas Orientais. Ele foi transferido para a Sé de Corone, no Peloponeso em 1359 e foi apontado como núncio apostólico para o Oriente. Em 1363 ele foi nomeado Arcebispo de Creta e 1364 Patriarca latino de Constantinopla. Ele ganhou reputação de apóstolo da unidade da Igreja antes de sua morte em Famagusta de Chipre em 1366.
Comunicatio in sacris IV

Papa Bento XIV(um Papa universalmente considerado como tendo sido uma grande autoridade em Direito Canônico).
Temos um esclarecimento à mão: O julgamento em communicatio in sacris dado pelo Papa Bento XIV em 24 fevereiro de 1752, sessão do Santo Ofício. Foi precisamente: “Communicationem in divinis cum haereticis non posse nec debere tam facile ac tam generaliter pronuntiari in omni penitus circumstantia de iure vetitam.”

Que significa:“Communicatio in divinis com os hereges não podem e não devem ser tão prontamente e geralmente pronunciada proibidos em absolutamente todas as circunstâncias.”

A referência para a citação é: De Martinis, luris Pontificii de Propaganda Fide, Pars II (Roma, 1909), p. 324.Esse julgamento parti da mais estrita limitação da proibição contra a communicatio in sacris entre os hereges.

A legitimidade da questão depende do julgamento do Papa.Qualquer opinião que cada um possa ter, devemos aceitar esse fato e ir com ele.

Comunicatio in sacris V – Muitas vezes a mesma permissão

Estas postagens ajudam a estabelecer que: Communicatio in sacris entre os hereges e cismáticos é algo que tem sido autorizado no passado pela autoridade dos Papas.Deve notar-se que as únicas razões para a permissão foi para ajudar as almas a entrar na Igreja ou para protegê-las em tempos de perseguição.

Papa Inocêncio IV entregando documentos aos missionários Dominicanos e Franciscanos

Comunicatio in sacris VI – Padres católicosArmênios

Papa Clemente VI
(1342-1352)

Padre armênio

Papa Clemente VI deu uma permissão aos padres armênios que haviam retornado à Igreja Católica para administrar os sacramentos entre os cismáticos, não como aprovação do cisma, – isso é dito – mas para trazê-los de volta à obediência à verdadeira Igreja.


Comunicatio in sacris VII – Sob perseguição

Túmulo do Papa Clemente XIII

Um exemplo de communicatio in sacris permitida para aqueles que viviam sob a tirania do Império Otomanoé a instrução de 06 de agosto de 1764, da Congregação da Propaganda da Fé.

A família cristã no Império Otomano.(1898 – 1914)

A instrução autorizou o vigário apostólico de Alepo, do norte da Síria, para que os fiéis, em caso de perigo de perseguição, tivessem seus filhos batizados por padres cismáticos ou heréticos, casar-se diante de um ministro não-católico e tê-lo para enterrar os mortos.A razão para isto foi que o Império Otomano reconheceu apenas algumas comunidades não católicas dos cristãos. Não havia proteção para a minoria dos recém-convertidos católicos.Para que eles não  fossem forçados a se tornarem muçulmanos eles tinham que ter reconhecidos os certificados de batismo e casamento. Atestados de óbito, emitidos pelos líderes religiosos reconhecidos, foram igualmente válidos. Portanto, à esses católicos isolados, foram autorizados o batismo, casamento e enterro por não-católicos.

(Fonte: R. De Martinis, luris Pontificii de Propaganda Fide, Pars 11 (Roma, 1909), p. 342, n. 615.)

(Fonte: Codificazione Canonica Orientale, Fonti, Serie III, Vol., IX, p. 150, n. 309).

Em 1244, Papa Inocêncio IV permitiu a missionários dominicanos entre os jacobitas (não-católicos) e nestorianos para compartilhar com eles “No verbis, officio et cibo” (em palavras, ofícios e alimentos);
Em 1245 ele deu a mesma permissão para os missionários franciscanos. A partir do contexto, é óbvio que a palavra “Em officio” é equivalente a “in sacris” (Em coisas sagradas).Os Papas seguintes, Nicolau IV (1288), João XXII (1316-1334), e Bento XII (1334-1342) deram aos missionários muitas vezes a mesma permissão  como pode ser verificado nos livros das Fontes da codificação do Direito Canônico Oriental publicado pelo Vaticano em 1943.

[Reference: Codificazione Canonica Orientale, Fonti, Serie III, Vol. IV, 1, p. 11, nn. 25- 27; p. 37, n. 72; Vol. V, 2, p. 142, n. 300; VII, 1, p. 26, n. 69; VII, 2, p. 22, n. 27, p. 95, n. 155, p. 151, n. 252, p. 173, n. 289; VIII, p. 62, n. 154; etc].

Andrew Szeptycki
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2 thoughts on “Communicatio in sacris

  1. Além disso, o Papa apenas ASSISTIU as Vésperas anglicanas, não tendo celebrado. E, enfim, como um rito não-católico, tal ofício não satisfez à obrigação da recitação do breviário, que o Papa deve ter feito em outro momento.Ótimo artigo.

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