Novena de Natal 2º dia

Novena de Natal


Santo Afonso Maria de Ligório


2º Dia – Cântico: Puer Natus


1. Puer nátus in Béthlehem, allelúia:
Unde gáudet Jerúsalem, allelúia, allelúia.
In córdis júbilo, Christum nátum adorémus,
Cum nóvo cántico.


2. Assúmpsit cárnem Filius, allelúia,
Déi Pátris altíssimus, allelúia, allelúia.
In córdis…


3. Per Gabriélem núntium, allelúia,
Virgo concépit Filium, allelúia, allelúia.
In córdis…


4. Tamquam spónsus de thálamo, allelúia,
Procéssit Mátris útero, allelúia, allelúia.
In córdis…


5. Hic jácet in praesépio, allelúia,
Qui régnat sine término, allelúia, allelúia.
In córdis…


6. Et Angelus pastóribuis, allelúia,
Revélat quod sit Dóminus, allelúia, allelúia.
In córdis…


7. Réges de Sába véniunt, allelúia,
Aurum, thus, myrrham ófferunt, allelúia, allelúia.
In córdis…


8. Intrántes dómum invicem, allelúia,
Nóvum salútant Principem, allelúia, allelúia.
In córdis…


9. De Mátre nátus Virgine, allelúia,
Qui lúmen est de lúmine, allelúia, allelúia.
In córdis…


10. Sine serpéntis vúlnere, allelúia,
De nóstro vénit sánguine, allelúia, allelúia.
In córdis…


11. In carne nóbis símilis, allelúia,
Peccáto sed dissímilis, allelúia, allelúia.
In córdis…


12. Ut réderet nos hómines, allelúia,
Déo et síbi símiles, allelúia, allelúia.
In córdis…


13. In hoc natáli gáudio, allelúia,
Benedicámus Dómino, allelúia, allelúia.
In córdis…


14. Laudétur sáncta Trínitas, allelúia,
Déo dicámus grátias, allelúia, allelúia.
In córdis…


Aflição do coração de Jesus no seio de Maria



Hóstias e oblações não quisestes, mas formastes-me um corpo. (Hebr. 10,5)


Considera a grande amargura com que devia sentir-se afligido e oprimido o coração do Menino Jesus no seio de Maria, naquele primeiro instante em que o Pai lhe propôs a série de desprezos, trabalhos e agonias que havia de sofrer em sua vida para libertar os homens de suas misérias: “Pela manhã chama a meus ouvidos…, não retrocedi…, entreguei meu corpo aos que me feriam” (Is. 50, 4-6).

Assim falou Jesus pela boca do Profeta: “Pela manhã, quer dizer, desde o primeiro instante de minha concepção, meu Pai me fez compreender sua vontade: que eu tivesse uma vida de sofrimento e fosse, finalmente, sacrificado na cruz; não retrocedi; entreguei meu corpo aos que me feriam“. E tudo aceitei pela salvação das almas e, desde então, entreguei meu corpo aos açoites, aos cravos, e à morte.

Pondera então quanto padeceu Jesus Cristo em sua vida e em sua paixão; tudo lhe foi posto ante os olhos desde o seio de sua Mãe e tudo Ele abraçou com amor; mas, ao consentir nessa aceitação e vencer a natural repugnância dos sentidos, quanta angústia e opressão não teve que sofrer o inocente Coração de Jesus! Conhecia bem o que primeiramente tinha que padecer; os sofrimentos e opróbrios do nascimento numa fria gruta, estábulo de animais; os trinta anos de trabalho como artesão; o considerar que seria tratado pelos homens como ignorante, escravo, sedutor e réu da morte mais infame e dolorosa que se reservava aos criminosos.

Tudo aceitou nosso amável Redentor a cada momento, e a cada momento em que o aceitava, padecia reunidas todas as penas a abatimentos que depois padeceria até sua morte. O próprio conhecimento de sua dignidade divina contribuía para que sentisse mais as injúrias recebidas dos homens: “Tenho sempre presente a minha ignomínia“. Continuamente teve diante dos olhos sua vergonha, especialmente a confusão que sentiria ao ver-se um dia despido, açoitado, pregado com três cravos de ferro, entregando assim sua vida entre vitupérios e maldições daqueles que se beneficiavam com sua morte. “Feito obediente até a morte e morte de cruz” (Phil. 2,8) e para quê?

Para salvar-nos, a nós, míseros e ingratos pecadores.

Reza-se o Terço e a Ladainha de Nossa Senhora

Oração: Amado Redentor nosso, quanto vos custou desde que entrastes no mundo, tirar-nos do abismo em que nosso pecados nos haviam submergido. Para livrar-nos da escravidão do demônio, ao qual nós mesmos nos vendemos voluntariamente, aceitastes ser tratado como o pior dos escravos; e, nós que o sabíamos, tantas vezes tivemos a ousadia de amargurar vosso amabilíssimo Coração, que tanto nos amou.

Mas já que Vós, nosso Deus, sendo inocente, aceitastes vida e morte tão penosas, aceitamos por vosso amor, Jesus, todas as dores que nos venham de vossas mãos.

Aceitamo-las e abraçamo-las porque procedem daquelas mãos transpassadas um dia para livrar-nos do inferno, que tantas vezes merecemos. Vosso amor, nosso Redentor, ao oferecer-vos para sofrer tanto por nós, obriga-nos a aceitar por Vós qualquer pena e desprezo. Dai-nos a aceitar por Vós qualquer pena e desprezo. Dai-nos, Senhor, por vossos méritos, vosso santo amor, que nos torna doces todas as dores e todas as ignomínias. Amamo-vos acima de todas as coisas, amamo-vos com todo o coração, amamo-vos mais que a nós mesmos.

Vós, em vossa vida, nos destes tantas e tão grandes provas de afeto e nós, ingratos, que prova de amor vos damos? Fazei, pois, ó nosso Deus, que durante os anos que nos restam de vida vos demos alguma prova de amor. Não nos atreveríamos, no dia do juízo, a comparecer diante de Vós tão pobres como somos agora e sem fazer nada por vosso amor; mas que podemos fazer sem vossa graça? Apenas rogar-vos que nos socorrais, e ainda essa nossa súplica é graça vossa. Oh, Jesus, socorrei-nos pelo mérito de vossas dores e do sangue que derramastes por mim.

Maria Santíssima, recomendai-nos a Vosso Filho, já que por nosso amor o tivestes em vosso seio. Lembrai-vos que somos daquelas almas por quem morreu vosso Filho.


Cântico: Adeste, Fideles


Adeste fideles, læti triumphantes;
Venite, venite in Béthlehem;
Natum videte Regem angelórum;
Venite, adorémus, Venite adorémus,
Venite, adorémus, Dóminum.


Ingrége relicto, húmiles ad cúnas
Vocati pastores appróperante;
Et nos ovánti grádu festinémus;
Venite, adorémus, Venite adorémus,
Venite, adorémus, Dóminum.


Aetérni Paréntis splendórem ætérnum
Velátum sub cárne vidébimus;
Déum infántem, pánnis involútum,
Venite, adorémus, Venite adorémus,
Venite, adorémus, Dóminum.


Pro nóbis egénum et foéno cubántem
Piis foveámus ampléxibus;
Sic nos amántem quis nom redamáret?
Venite, adorémus, Venite adorémus,
Venite, adorémus, Dóminum.
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