Novena de Natal 4ª dia

Novena de Natal

Santo Afonso Maria de Ligório

4º Dia – Cântico: Puer Natus

1. Puer nátus in Béthlehem, allelúia:
Unde gáudet Jerúsalem, allelúia, allelúia.
In córdis júbilo, Christum nátum adorémus,
Cum nóvo cántico.

2. Assúmpsit cárnem Filius, allelúia,
Déi Pátris altíssimus, allelúia, allelúia.
In córdis…

3. Per Gabriélem núntium, allelúia,
Virgo concépit Filium, allelúia, allelúia.
In córdis…

4. Tamquam spónsus de thálamo, allelúia,
Procéssit Mátris útero, allelúia, allelúia.
In córdis…

5. Hic jácet in praesépio, allelúia,
Qui régnat sine término, allelúia, allelúia.
In córdis…

6. Et Angelus pastóribuis, allelúia,
Revélat quod sit Dóminus, allelúia, allelúia.
In córdis…

7. Réges de Sába véniunt, allelúia,
Aurum, thus, myrrham ófferunt, allelúia, allelúia.
In córdis…

8. Intrántes dómum invicem, allelúia,
Nóvum salútant Principem, allelúia, allelúia.
In córdis…

9. De Mátre nátus Virgine, allelúia,
Qui lúmen est de lúmine, allelúia, allelúia.
In córdis…

10. Sine serpéntis vúlnere, allelúia,
De nóstro vénit sánguine, allelúia, allelúia.
In córdis…

11. In carne nóbis símilis, allelúia,
Peccáto sed dissímilis, allelúia, allelúia.
In córdis…

12. Ut réderet nos hómines, allelúia,
Déo et síbi símiles, allelúia, allelúia.
In córdis…

13. In hoc natáli gáudio, allelúia,
Benedicámus Dómino, allelúia, allelúia.
In córdis…

14. Laudétur sáncta Trínitas, allelúia,
Déo dicámus grátias, allelúia, allelúia.
In córdis…


A paixão de Jesus Cristo durou toda sua vida

Minha dor está sempre diante de mim. (Ps. 37,18)

Consideremos como naquele primeiro instante em que foi criada e unida a alma de Jesus Cristo a seu corpo, no seio de Maria, o Padre Eterno mostrou a seu Filho sua vontade de que
morresse pela redenção do mundo; e naquele mesmo instante lhe mostrou todas as penas que devia sofrer até a morte para redimir os homens. Mostrou-lhe então todos os trabalhos, desprezos e pobreza que devia padecer em sua vida, tanto em Belém como no Egito e em Nazaré, e depois todas as dores e ignomínias da paixão: açoites, espinhos, cravos e cruz; todos os tédios, tristezas, agonias e abandonos no meio dos quais havia de terminar sua vida no Calvário.

Abrão, conduzindo seu filho à morte, não quis afligi-lo dizendo-lhe antecipadamente que
morreria, e isso no pouco tempo que era necessário para chegar ao monte. Mas o Eterno Pai quis
que seu Filho encarnado, destinado como vítima de nossos pecados à sua justiça, padecesse
imediatamente, pelo conhecimento delas, todas as penas a que depois teria que sujeitar-se durante sua vida e em sua morte. Daí, a tristeza padecida por Jesus no Horto, capaz de tirar-lhe a vida, como ele declarou: “Minha alma está triste até a morte” (Mt. 26,38), padeceu-a também constantemente desde o primeiro momento em que esteve no seio de sua Mãe. Assim, desde então sentiu vivamente e sofreu o peso reunido de todas as dores e vitupérios que O esperavam.

A vida inteira e todos os anos de nosso Redentor foram cheios de penas e lágrimas:
Na dor se consome minha vida, e em soluços meus anos” (Ps. 30,11). Seu divino Coração não teve um momento livre de sofrimentos; quer vigiasse ou dormisse, quer trabalhasse ou descansasse, rezasse ou falasse, sempre tinha diante dos olhos essa amarga representação, que atormentava mais sua santíssima Alma do que atormentaram aos santos mártires todas as suas penas. Eles padeceram, mas, ajudados pela graça divina, padeceram com alegria e fervor. Jesus Cristo sofreu, mas sofreu sempre com o coração cheio de tédio e tristeza, e tudo aceitou por nosso amor.

Reza-se o terço e a Ladainha de Nossa Senhora

Oração: Ó doce, ó amável, ó amante Coração de Jesus, assim desde menino fostes amargurado e
agonizáveis no seio de Maria? Tudo isto sofrestes, Jesus, para satisfazer pela pena e agonia eterna que nos cabia padecer no inferno por nossos pecados. Vós pois, padecestes sem nenhum alívio para salvar-nos, depois de nós termos nos atrevido a abandonar a Deus e voltar-lhe as costas, para satisfazer nossos gostos miseráveis.

Graças vos damos, Coração amante e aflito de Nosso Senhor. Agradecemo-vos e nos
compadecemos de Vós ao considerar que padecestes tanto pelos homens e que estes não se
compadecem de Vós. Como são grandes o amor de Deus e a ingratidão dos homens. Ó Redentor
nosso, como são poucos os homens que pensam em vossas dores e em vosso amor. Ó Deus, como
são poucos os que vos amam. E desgraçados de nós que também vivemos tantos anos sem
lembrarmo-nos de Vós! Vós padecestes tanto para que vos amássemos e não vos amamos. Perdoainos, Jesus, perdoai-nos que queremos nos emendar e queremos vos amar. Pobres de nós, Senhor, se resistirmos à Vossa graça e por nossa resistência nos condenarmos.

Quantas misericórdias usastes conosco e especialmente vossa voz que agora nos
convida a amar-vos, seriam nossas maiores penas no inferno. Amado Jesus, tende piedade de nós, não permitais que vivamos mais ingratos a vosso amor; dai-nos luz e força para vencer tudo e para cumprir vossa vontade. Escutai-nos, rogamo-vos, pelos méritos de vossa Paixão.
De Vós esperamos tudo e de vossa intercessão, ó Maria. Querida Mãe, socorrei-nos,
Vós que nos alcançastes todas as graças que recebemos de Deus; continuai a nos ajudar, pois se
não o fazeis seremos infiéis, como o fomos no passado. Vós sois toda a nossa esperança e toda a
razão de nossa confiança.

Cântico: Adeste, Fideles

Adeste fideles, læti triumphantes;
Venite, venite in Béthlehem;
Natum videte Regem angelórum;
Venite, adorémus, Venite adorémus,
Venite, adorémus, Dóminum.

Ingrége relicto, húmiles ad cúnas
Vocati pastores appróperante;
Et nos ovánti grádu festinémus;
Venite, adorémus, Venite adorémus,
Venite, adorémus, Dóminum.

Aetérni Paréntis splendórem ætérnum
Velátum sub cárne vidébimus;
Déum infántem, pánnis involútum,
Venite, adorémus, Venite adorémus,
Venite, adorémus, Dóminum.

Pro nóbis egénum et foéno cubántem
Piis foveámus ampléxibus;
Sic nos amántem quis nom redamáret?
Venite, adorémus, Venite adorémus,
Venite, adorémus, Dóminum.

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