O homem medíocre

ERNESTO HELLO¹, L’Homme, II, c. VIII: El hombre mediocre:

“O homem verdadeiramente medíocre sente um pouco de admiração por todas as coisas; mas a nenhuma delas admira com entusiasmo… Encara toda afirmação como insolente, porque esta exclui a proposição contraditória. E se é um pouco amigo e outro pouco inimigo de todas as coisas, admirar-te-á por sábio e reservado. O homem medíocre proclama que todas as coisas tem seu lado bom e sua parte má, e que não se deve ser absoluto nos juízos. Se resolutamente afirmas a verdade, o medíocre dirá que tens demasiada confiança em si mesmo. O homem medíocre lamenta que existam dogmas na religião cristã; seu desejo seria que ensinasse somente a moral; e se o dizes que a moral se fundamenta nos dogmas, te responderá que exageras… Si a palavra exagero não existisse, o homem medíocre a inventaria.
O homem medíocre parece habitualmente modesto; não pode ser humilde, a não ser que deixe sua mediocridade. O homem humilde despreza todas as mentiras, ainda que todo o mundo as elogie; e cai de joelhos diante da verdade… Se um homem naturalmente medíocre se faz cristão de verdade, deixa absolutamente de ser medíocre… O que ama não é medíocre nunca”.

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¹ Citado por Fr. Garrigou-Lagrange, O.P., em ‘Las tres edades de la vida interior’ que pode ser adquirido digitalmente aqui no blog na lateral esquerda onde está escrito ‘Livros’.

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