Carlos Valério NÃO é sacerdote da Igreja

Por Allan dos Santos

Estimados, recebi uma mensagem de uma amiga perplexa acerca de um “sacerdote” fundador de uma suposta comunidade tridentina que se encontraria na diocese de Niterói. Depois de pesquisarmos a suposta comunidade concluímos o seguinte:

O Carlos Valério Batista Aguiar não é sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana. Ele foi ordenado como diácono pelo bispo da diocese de Santa Amaro, o bispo Dom Fernando, chegando a aparecer na Arquidiocese do Rio de Janeiro [não oficialmente, mas apenas para experiências]. Depois de um tempo, retorna ao Estado do Rio de Janeiro como “sacerdote” ordenado na Itália pela comunidade Opus Sancti Michaeli Archangeli, que está na Itália [ver o site deles: http://www.cpl13.it/].

Aqui se pode ler seu histórico por ele mesmo:

Nasci numa família católica de raiz, como se diz aqui. Foi no dia 31 de maio de 1961. Filho de pais católicos: minha mãe, catequista e Filha de Maria, Legionária e zeladora do Apostolado da oração; meu pai, ex-seminarista jesuíta e Congregado Mariano. Tudo na minha vida foi prematuro: fui batizado aos três dias de nascidos, e dez dias depois recebi o Sacramento da Crisma. Aos doze anos já era coroinha e aos 14 anos ingressei no Seminário Dom Bosco, dos Salesianos, em Araxá (MG). Aos 17 anos ingressei no Mosteiro de São Bento, do Rio de Janeiro, pelas mãos de Dom Marcos Barboza, osb. Cheguei a professar os votos simples, e ao terminar o primeiro ano de Filosofia resolvi sair do Mosteiro. O motivo que me levara a tal decisão foi uma crise vocacional, pois percebi que era imaturo e que deveria ter algo que justificasse minha renúncia ao mundo. Para muitos pode parecer uma coisa sem necessidade, mas para mim exigia-se uma maturidade para o estado de vida que eu estava abraçando. Resolvi, então fazer vestibular, e aos 23 anos ingressei na Faculdade de Direito da UFF, querendo seguir a profissão de meu pai, que é advogado. Sempre tive muita tendência ao Direito, mesmo quando estava no Seminário e queria fazer Direito Canônico. Na Faculdade de Direito pude amadurecer muito: cheguei a dar aulas de Latim para os colegas e fui líder de turma. Trabalhei nesta época na Paróquia e atuava na Pastoral de Catequese como Formador e Catequista. Conheci muitas meninas que se aproximaram de mim e pude namorar e ter a experiência de um relacionamento de romance. Todavia, sempre me sentia trair minha vida, ou melhor, minha vocação. Em 1993 resolvi fazer Mestrado em Direito Canônico concomitante ao Curso teológico no MSB e terminar a Filosofia. Concluí o Mestrado em 1994 e a Teologia em 1997. Resolvi reingressar na vida religiosa, e rompi um namoro muito profícuo com uma maravilhosa garota da Igreja. Cheguei a fazer concursos públicos, inclusive para a Magistratura e cheguei a passar numa fase destes concursos, mas abandonei para o reingresso no Seminário. Talvez teria sido Juiz de Direito. Fui ordenado Diácono na Diocese de Santo Amaro, em São Paulo, e depois Ordenado Sacerdote na Itália. Hoje sou Padre Provincial de uma Fraternidade Tradicionalista, chamada Opus Sancti Michaelis Archangeli (OSMA), que junto com outros padres, fundamos na Europa, após dissidência de uma outra Fraternidade sedevacantista. Sempre fui tradicionalista, e tendo a oportunidade de ingressar numa Fraternidade, num contexto onde a Igreja dava de admitir a celebração da Missa no Rito Tridentino, foi o sinal que Deus me deu para me realizar como padre na Tradição da Igreja Católica. Hoje represento a Fraternidade OSMA no Brasil, cuja sede é em Bolonha na Itália. Meu trabalho hoje consiste na implementação no Brasil da OSMA e no recrutamento de vocações, conforme as diretrizes que a Igreja nos impõe e as nossas Constituições. Sou feliz por ser sacerdote, numa vida de oração, trabalho e orientação espiritual das pessoas, dos fiéis, que buscam a Deus. Minha família sempre esteve presente nas minhas decisões, e agradeço muita aos meus pais que me apoiaram sempre e incentivaram a minha vocação. Que em tudo seja Deus glorificado.

[link do texto em original AQUI. Grifos nossos]

Todas as informações acima são verdadeiras, mas ele esconde que foi ordenado sacerdote de maneira inválida. Agora, como cismático, seu caso só pode ser resolvido pela Sé Apostólica. A página que o Google indica como deles está fora do ar, mas pode ser lida em cache AQUI. Maiores informações documentais sobre o estado canônicos destes farsantes: http://fratresinunum.com/2012/11/16/protocolo-da-nunciatura-apostolica-sobre-sociedade-papa-leao-xiii-e-igreja-catolica-brasileira/

Advertisements

13 thoughts on “Carlos Valério NÃO é sacerdote da Igreja

  1. Caro Ivan, porque você não pergunta aos bispos que não deixaram ele celebrar os sacramentos no encontro SUMMORUM PONTIFICUM?Ele era da sociedade nomeada na carta da Nunciatura Apostólica, mas eles mudaram de nome para não se passarem por condenados nominalmente.Os bispos que não o deixaram celebrar os sacramentos foram:-Dom Rifan;-Dom Fernando Guimarães;

    Like

  2. Senhores,É no mínimo suspeito tudo o que foi dito. No perfil do Facebook de Pe. Carlos, encontramos muitas publicações suas sobre o Santo Padre. Tendo a oportunidade de com ele conversar, fui informado certa vez, sem confidencialidade, que a OSMA é um grupo formado por padres e leigos que, rejeitando as ideias sedevacantistas da Sociedade, estão em conversação com Roma em busca de um acordo para que sejam reconhecidos pela Igreja. Pode-se comparar, mesmo que com exceções, com a relação e a história entre FSSP e FSSPX.Creio que, por motivos de justiça, essa questão deva ser mais esclarecida e argumentada, concedendo ao Pe. Carlos, no desenrolar da situação, o direito de resposta.AMDG,Thierry Nadaud.

    Like

  3. Este Padre foi Ordenado Sacerdote por Mons. Bell, um Bispo Sagrado na Igreja Católica Apostólica Brasileira por Dom Luis Fernando Castillo Mendez, para a Missão da Igreja Brasileira na Inglaterra e que depois se rebelou e vem a algum tempo forçosamente tentando ingressar na ICAR. Sacerdote ele o é, no entanto, NÃO DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA!

    Like

  4. Caro Allan,Conforme fui informado, o Sr. Arcebispo de Niterói conhece a situação em que se encontra Pe. Carlos, preferindo mantê-lo em sua arquidiocese enquanto estiver em andamento o processo de regularização com Roma. Isso por decisão do próprio Arcebispo.Não estou afirmando nem concluindo coisa alguma, mas apenas expondo o que tenho conhecimento. Seria interessante que houvesse uma troca de cartas esclarecedoras entre Pe. Carlos e os acusadores, a ponto de deixar tudo bem claro.AMDG,Thierry Nadaud.

    Like

Deixe seu comentário aqui

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s