Carlos Valério NÃO é sacerdote da Igreja II

Carlos Valério Batista de Aguiar, que participou da Comissão Cultural na gestão passada da 16ª Subseção, é o primeiro advogado niteroiense a se tornar padre da Igreja Católica, integrando agora como conselheiro a Sociedade Papa Leão XIII, na cidade de Bolonha. Em setembro, ele paraninfou a entrega de carteiras a novos colegas e estagiários de Direito na OAB Niterói.
Estudei da Faculdade de Direito da UFF me formando em 88, depois fiz Filosofia e Teologia na Faculdade São Bento e mestrado em Direito Canônico no Pontifício Instituto da Arquidiocese Rio de Janeiro. E o que muito me deixa feliz é pertencer à OAB Niterói há 26 anos. Comecei a trabalhar no escritório do meu pai também advogado, Carlos Aguiar, em São Gonçalo e, posteriormente, fui para Niterói onde tenho escritório até hoje no Edifício Sulacap — conta.
O padre lembra que, como missionário, trabalhou em uma cidade de 1.500 habitantes que souberam que ele era advogado e o convidaram a ocupar o cargo de procurador da prefeitura, além de dar aulas de física, química e literatura de língua portuguesa, por ser também professor. Foi em Cachoeira Dourada de Minas, onde não havia advogados nem professores naquela época.
— Se eu não fosse advogado nem sacerdote, com certeza seria ator, pois fiz teatro durante muitos anos e participei de muitas peças. Tenho até textos escritos, além de filmes em produção independente. Minha mãe Luiza era artista plástica. Ela tem seu nome homenageado numa rua em Saquarema. E meu pai aposentado se aventura como poeta, com dois livros publicados, morando na mesma cidade. Adoro fazer montanhismo, uma coisa que me faz muito bem em poder participar do nascimento do sol e da aurora — revela.
A vocação para o sacerdócio começou aos 14 anos no Seminário Salesianos em Santa Rosa. E depois como seminarista em Araxá (MG) e como monge por quatro anos no Mosteiro de São Bento, no Rio.
— Me achava ainda muito imaturo para abraçar a vocação de sacerdócio. Abandonei por alguns anos para ter experiências na vida, me formei em Direito, advoguei e fiquei noivo. Foi aí que pude fazer o discernimento e resolvi voltar — conta.
Carlos Valério não exerce a advocacia desde quando foi ordenado sacerdote, mas como jurista mestre em Direito Canônico, trabalhou por um ano no Tribunal Eclesiástico Regional de São Paulo. Hoje se dedica a fundar uma congregação.
— A religião católica também é fundamentada no Direito natural e canônico e o aspecto jurídico permeia toda a atividade sacerdotal. O padre tem que conhecer todos os seus limites e prerrogativas, mediante o conhecimento do Direito. Isso é importante no exercício do sacerdócio, inclusive na própria Pastoral, no sacramento da confissão onde você ouve as pessoas, ali é um tribunal onde se usa os princípios que norteiam o bom direito, o contraditório, a presunção de inocência, da dúvida. Enfim, os princípios que regem vida jurídica também fazem parte desse resgate do homem para Deus — afirma.

Lembrando que a Sociedade Papa Leão XIII, leiam: http://fratresinunum.com/2012/11/16/protocolo-da-nunciatura-apostolica-sobre-sociedade-papa-leao-xiii-e-igreja-catolica-brasileira/

Os dados do advogado Carlos Valério:

Carlos Valerio Batista de Aguiar – RUA DA CONCEICAO – Centro, Niterói (RJ) – 24020080 Telefone:(21) 9109-2970

Número: 13 sala: 506

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