Arte e Prudência em João Poinsot (João de Santo Tomás)

Como bem disse o Prof. Sidney Silveira: Breve estudo sobre o maior filósofo português que já pisou o pó deste mundo: João Poinsot, também conhecido como João de Santo Tomás!

Um trecho do estudo:

Pode afirmar-se que ainda hoje, mesmo nos ambientes ligados à filosofia, a figura de João Poinsot, mais referido entre nós como João de São Tomás, ainda se encontra mergulhada numa bruma de desconhecimento tanto quanto à sua vida como no que se refere à sua obra. Muitas vezes reduz-se a uma ideia vaga do «último dos Escolásticos», ou quanto muito como o Comentador por excelência de São Tomás de Aquino. Isso faz com que de modo simplista e quase automático se arquive o seu pensamento nos estereótipos de uma filosofia medieval ultrapassada e sepultada pela Idade Moderna. Além disso, sendo classificado como mero comentador, pressupõe-se não ter a mínima originalidade relativamente aos que o precederam. Portanto, uma peça de museu arqueológico a colocar numa sala das que só serão visitadas se não houver mais nada a fazer.
No entanto, ao longo da história da filosofia o seu valor como filósofo, teólogo e místico tem sido sucessivamente redescoberto. Com uma constância discreta vão surgindo estudos em vários quadrantes sobre distintos aspectos do seu pensamento assim como se recorre à sua exposição na abordagem de muitas questões. São muitos os que se apercebem da profundidade dos seus escritos, descobrem-no como porta de entrada ao tomismo, além de também valorizar o que tem de original.
No âmbito do tomismo é visto como aquele que, ao fechar uma época, assume todo o património da Escolástica e oferece uma síntese não só rica e completa como «vital», como diz Forlivesi, no sentido de não se limitar a recolher e expor a doutrina, mas de tomar a sério a sua veracidade que aplica, explica e defende.
Podemos assim encontrar nos princípios do século XX uma série de autores considerados neo-tomistas que se vão inspirar em João Poinsot para penetrar na doutrina de São Tomás. Aquele que mais se destaca é, sem dúvida, Jacques Maritain. Em diversas ocasiões teve oportunidade de afirmar a sua veneração pelo Doutor Profundo:
«Para mim, como para vários outros, foi o guia por excelência na exploração das grandes profundezas da philosophia perennis. Os que frequentaram este espírito sublime não se limitam a admirá-lo de uma forma singular, têm por ele um verdadeiro afecto, amam-no com um amor intelectual profundo, em virtude da magnífica generosidade com que comunica os seus dons»

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