O deus chamado "povo"

Acredito que este momento seja a hora do “mea culpa” dos católicos brasileiros. É evidente que virá por aí um domínio marxista que de cultural em breve passará a ser político e totalitário. É triste ver um monte de iludidos gritando slogans (afinal, é o máximo que conseguem aprender) e palavras de ordem, repetindo o blá-blá-blá sem parar um segundo para pensar no que realmente estão defendendo. Dizem que defendem “o povo” e os “direitos”, termos vagos e genéricos que simplesmente não dizem nada. Também a Revolução Francesa começou assim. Era a euforia que traria melhorias para toda a população. Todos teriam pão! Vieram o Terror e a guilhotina e, pior, o liberalismo impregnou as consciências e virou dogma de uma religião laica. “Todo poder vem do povo!” – esbravejam. O povo é onipotente, o povo unido pode tudo, o povo é Deus, por isso não precisamos de outro. E este falso deus tem os seus sacerdotes eleitos periodicamente e seu livro sagrado, que atende pelo nome de Constituição. A este deus todos devem se curvar e se prostrar, sob pena de serem sacrificados no altar da mera opinião de ignorantes. A idolatria, sem perder sua essência, apenas aumentou em número: se antigamente os cristãos eram obrigados a se prostrar diante de um imperador, hoje devem se prostrar diante de uma massa ensandecida. Mas esta situação não perdurará, pois este povo acabará encontrando a sua encarnação em uma figura que deverá reger tudo e então a idolatria voltará a ser monoteísta: todo culto deve ser dado ao líder, ao salvador, àquele que fará um paraíso aqui na Terra.
A grande verdade é que o poder não vem do povo: não foi o povo que se criou. Um povo que não se ordena ao seu fim último e ao seu verdadeiro Criador, que verdadeiramente possui todo o poder, estará fadado a contemplar o crime e a renegar a virtude: um povo assim, transformado em mero criminoso anônimo, deverá, como Saturno, devorar seus filhos.
E a culpa de quem é? É sua, católico. Pois você permitiu-se paganizar. Você se dobrou para os ídolos, modas, costumes e mentiras do mundo moderno. Simplesmente grande parte dos católicos não vive, nem sequer acredita, na religião que defendem com a boca. Você deixou de ser luz, e então vieram as trevas. Também você deseja um paraíso aqui na Terra: você não quer saber de carregar a cruz de Cristo. Nada de penitência! Diz o povo, diz o mundo moderno: “se prostrado, me adorares, tudo isso será teu”, e você se prostra diante deste ídolo. Os católicos se recusam a ter filhos numerosos e caem na mentira da contracepção, do planejamento familiar. Afinal, com muitos filhos, como poderei ter meu carro zero? E minha mansão? E minhas férias no Caribe? 
A única maneira de acabar com um geração perversa é substituí-la por uma virtuosa. Discursos não resolvem. A cegueira chegou a tal ponto que não adianta explicar, ensinar. A hora é de viver fielmente nossos valores. A crise humana é uma crise de aliança, de fidelidade. A pessoa ou não quer casar, não quer compromisso, ou fica colocando um monte de obstáculos para selar logo o vínculo matrimonial: depois da faculdade, depois que eu tiver isso ou aquilo eu me caso. 
Tenhamos filhos e ensinemo-lhes nossos valores. Precisamos nos multiplicar. Foi assim que vencemos as hordas bárbaras e o paganismo antigo. Assim mudamos o mundo: enchendo-o de pessoas virtuosas. Paremos de ter medo de tudo. Dizemos: “dou minha vida por Cristo e pela Igreja”, mas morremos de medo de ficar desempregados, morremos de medo da opinião alheia. Mentira! Somos covardes e frouxos! Não seríamos capazes nem por um segundo de dar a vida por Cristo, pois nos prostituímos por qualquer coisa, seja uma aprovação de um professor ímpio seja o aplauso dos perversos e imorais.
Se não possuirmos força e coragem para enfrentar com atitudes reais e concretas o mundo moderno tal como se nos apresenta, deveremos implorar ao Espírito Santo que nos assista na hora do martírio, pois, visto que não fomos capazes de viver como católicos, que sejamos ao menos capazes de morrer como tais.
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