Psicólogo não cura absolutamente nada

Psicologia não cura nada. Não há um único transtorno psicológico que seja passível de cura total, e sim tratamento. TOC não tem cura. Transtorno do pânico não tem cura. Assim, o transtorno conhecido como homossexualismo ou homossexualidade também não. Mas isso não impede que o homossexual não possa controlar seus desvios e até ter um matrimônio feliz com uma pessoa de sexo diferente, o que seria uma vitória heroica da razão e graça divina contra as deficiências e as impurezas da carne.
Quando a mídia ataca aqueles que propõem que o homossexual tenha o direito de viver como heterossexual e receber algum auxílio especializado, está, na verdade, desviando o foco ao dizer que se está propondo cura, quando se sabe que nenhum dos males da alma pode ser tratado dessa maneira, sequer o alcoolismo ou a mania de arrumação.
Eu tenho claro para mim que não se pode falar em cura para transtornos psíquicos. No entanto, alguns hábitos podem fortemente repudiados pelo indivíduo. Esses são só aqueles que não estão profundamente arraigados. Assim, um tratamento com um psicólogo pode obter relativo sucesso, e, inclusive, ter início, meio e fim, mas eu sustento que nunca se poderá falar em cura nesses casos, até porque o mal psíquico, ao contrário do corporal, é invisível. Não há como averiguar em que medida ele ainda se encontra presente.
Toda doença é, sob o ponto de vista filosófico, um hábito. Um hábito é uma qualidade inerente a um ser. Até a graça é um hábito, diz a teologia. Assim, temos hábitos bons e maus. Os bons chamam-se virtudes, e os maus, vícios. O conhecimento científico ou os dons artísticos são hábitos. Contudo, o termo hábito vai muito além do mero comportamento ou das tendências. A maneira como um ser se apresenta é o que se chama hábito. Por isso, as doenças são também hábitos.
Alguns hábitos podem ser repudiados pelo indivíduo, pela aquisição de um hábito contrário. Contudo, como eu expliquei acima, o homem não tem um controle absoluto sobre um hábito adquirido. Se ele tem o hábito científico, não pode simplesmente deixar de tê-lo. Ele pode diminuir a influência desse hábito, mas nunca poderá dizer que nada resta dele. É por isso, por exemplo, que pessoas que levam anos sem beber podem ter recaídas. Assim, nenhum paciente ou psicólogo, por mais sucesso que tenha o tratamento, pode estar assegurado do fim de um hábito, do qual se queira se livrar.
Sobre o homossexualismo ser um hábito que necessite ser modificado, ou doença no dizer psicológico, quero dizer que classificar um hábito como nocivo (doença nada mais é do que um hábito nocivo) decorre do prejuízo que esse hábito pode causar à pessoa individualmente ou em grupo. Que o hábito homossexual cause algum prejuízo à pessoa individualmente, é fora de questão, posto ser também um pecado ou uma violação da ordem natural. Que ele cause prejuízo à pessoa em grupo, decorre da não aceitação do homossexualismo. Esse segundo aspecto pode ser mudado, embora não seja inteiramente mau, pois a sociedade deve realmente repudiar as práticas contrárias à lei natural, embora sem cometer injustiças anexas a esse repúdio, no entanto, é inegável que só pelo primeiro aspecto se poderia considerar a homossexualidade como nociva. Quem argumenta o contrário não poderia, por exemplo, classificar o TOC como doença, dado que quem sofre desse mal pode alegar conviver felizmente com ele e apenas sofrer preconceito por parte de pessoas de seu convívio.
Neste link (http://estudostomistas.blogspot.com.br/2012/08/principios-filosoficos-para-una-teoria.html), está uma página que remete a um artigo sobre enfermidades psíquicas e psicoterapia do ponto de vista filosófico tomista, que complementa, de certa forma, minhas observações neste tópico.
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