Qual foi o verdadeiro motivo que fez Martin Lutero se revoltar contra a Igreja?

Pergunta
1- Qual foi o verdadeiro motivo que fez Martin Lutero se revoltar contra a Igreja?Segundo a História, foi porque ele era contra o luxo do Vaticano. O que a Igreja pensa sobre isso?
2- O que acontece com a alma daqueles que nasceram com graves deficiências mentais, ou que vieram a adquiri-las posteriormente, que impossibilitam qualquer discernimento quanto aos atos praticados durante suas vidas? Que destino têm suas almas? Como ficarão no Juízo Final?
Resposta:

1. A afirmação de que Lutero revoltou-se contra a Igreja por ter-se escandalizado com o luxo do Vaticano, não é historicamente correta. Na realidade, tal revolta pode ser explicada – ademais de fatores preternaturais que não podem ser descartados, provenientes de uma violenta ação diabólica contra a Santa Igreja Católica – também por fatores psicológiscos como o temperamento exaltado e insubmisso, e o voto inconsiderado que fez Lutero de tornar-se religioso (por medo e não por vocação autêntica, ao que tudo indica) e, finalmente, pela má formação filosófica e teológica que recebeu, afetada de erros que já haviam sido condenados.

Com efeito, Lutero reeditou erros do inglês Wiclef, do checo Jan Huss e das heresias medievais que defendiam uma Igreja dos Santos, puramente carismática e sem Hierarquia.
Esplendor do Vaticano
Em relação ao esplendor do Vaticano, é preciso como premissa considerar que Deus deve ser louvado com magnificência e seu culto deve necessariamente refletir a infinita grandeza e santidade divinas. Por ordem expressa de Deus, já no Antigo Testamento, Salomão construiu o Templo com o máximo de riqueza, não somente empregando madeiras preciosas, mas utilizando ainda verdadeira profusão de ouro.
Assim, lemos no Iº Livro dos Reis:
“Mandou revestir de ouro todo o Templo, de cima a baixo; mandou recobrir de ouro também todo o altar destinado ao recinto dos fundos.
“No recinto dos fundos o Rei mandou fazer de madeira de oliveira brava dois querubins, cada um com cinco metros de altura. Uma asa do querubim media dois metros e meio e outros tantos media sua segunda asa, de modo que entre uma e outra extremidade das asas havia cinco metros. Também o segundo querubim tinha cinco metros, de modo que os dois querubins tinham a mesma dimensão e aparência: a altura dos dois querubins era de cinco metros. Estes querubins, Salomão os colocou no meio do recinto interno; eles tinham as asas desdobradas, de modo que a asa de um tocava numa parede e a do outro tocava na outra parede, e no meio do recinto a asa de um encostava na do outro. Salomão mandou revesti-los de ouro.
“Mandara cobrir de baixos-relevos esculpidos, representando querubins, palmeiras e grinaldas de flores entreabertas, todo o âmbito das paredes do Templo, por dentro e por fora. Também o pavimento do Templo, revestiu-o de ouro por dentro e por fora.
“Na entrada para o recinto dos fundos mandou fabricar batentes de portas de madeira de oliveira brava, formando a padieira e o umbral a quinta parte da porta.Quanto às duas folhas da porta de madeira de oliveira brava, mandou esculpir nelas baixos-relevos com querubins, palmeiras e grinaldas de flores entreabertas e revesti-las de ouro; aplicou as folhas de ouro batido nos querubins e nas palmeiras.Do mesmo modo, fez para a entrada do recinto central umbrais de madeira de oliveira brava, formando um quarto do conjunto. Fez igualmente duas folhas de madeira de junípero; pôs duas almofadas giráveis numa das folhas da porta e duas almofadas giráveis na outra folha. Nas folhas mandou esculpir baixos-relevos de querubins, palmeiras e grinaldas de flores entreabertas, revestindo-os de ouro bem ajustado sobre os relevos.
“Salomão ainda construiu o muro do pátio interno com três carreiras de pedra esquadriadas e uma carreira de barrotes de cedro.
“No ano quarto, no mês de Ziv, tinham sido lançados os fundamentos da casa do Senhor, e no ano 11, no mês de Bul, que corresponde ao oitavo mês, estava terminada a casa, de acordo com todos os planos e requisitos. Salomão a levantou em sete anos.”
Luxo a serviço de Deus
Como vemos, o luxo a serviço do louvor de Deus não somente não é condenável, mas é virtuoso e desejado por Ele mesmo. A riqueza e esplendor dos templos ajudam-nos a compreender melhor a beleza e a grandeza divinas, predicados de sua santidade sem limites. E é um tributo que a criatura presta ao Criador e Soberano Senhor de todas as coisas, de todas as riquezas, de tudo o que existe.
Os protestantes e os anticlericais que falam contra essa riqueza dos templos são, no fundo, igualitários com tendências socialistas e miserabilistas, como mostrou, aliás, o Prof. Plínio Corrêa de Oliveira em sua obra máxima Revolução e Contra Revolução.
Em relação aos protestantes, não devemos nos deixar enredar por seus sofismas e pretender rebater acusação por acusação, mas rejeitar em bloco sua doutrina – a do Livre Exame – segundo o qual cada um pode interpretar a Bíblia como bem entenda, e que não é preciso um magistério autêntico e uma autoridade instituída por Deus para ensinar, santificar e governar o povo fiel.
2- Como ensina a Doutrina Católica, toda pessoa é julgada moralmente pelos atos que praticou livremente e com pleno conhecimento de causa. Assim sendo, as pessoas que nasceram com graves deficiências mentais ou vieram a adquiri-las posteriormente, serão julgadas por Deus de acordo com a responsabilidade que tiveram por seu atos.
Se uma pessoa nasceu e viveu sem o uso das faculdades mentais, por demência, ou alguma outra anormalidade patológica, devemos considerá-la na mesma situação das crianças que morrem antes de atingir o uso da razão. Se elas foram batizadas, irão para o Céu; se não o foram, irão para o Limbo. Este é um estado e um lugar de felicidade natural perfeita, onde não se goza, entretanto, da visão beatifica de Deus e da felicidade sobrenatural da vida gloriosa do Céu.
Dementes não de nascimento
Quanto às pessoas que adquiriram a demência total depois de um período de lucidez — por exemplo, um adolescente ou adulto que, em virtude de doenças ou acidente, perderam o uso da razão –, serão elas julgadas pelo que fizeram de virtuoso ou pecaminoso, no período anterior a esse novo estado de deficiência mental.
Entre a completa loucura e a plena lucidez, há estados intermediários, que, nos doentes mentais, é difícil de determinar. Mas Deus julga tudo com sua infinita sabedoria, justiça e misericórdia.
É bem evidente que após a morte cessam todas as enfermidades, mesmo as mentais, e quer a pessoa vá para o Céu, o Limbo ou o Inferno, nessa nova condição — da vida eterna — ela terá plena lucidez e uso das faculdades mentais.
Juízo Particular
O estado futuro da pessoa é decidido imediatamente após a morte, quando há o julgamento particular. As almas dos que morreram na amizade de Deus e com todas suas dívidas para com Deus saldadas, vão imediatamente para o Céu.Aquelas que têm pecados veniais ou não fizeram penitência suficiente pela pena devida aos pecados perdoados quanto à culpa, vão para o Purgatório por um tempo que varia de acordo com a necessidade de purgação. Por fim, aqueles que morrem na inimizade de Deus, em estado de pecado mortal, vão para o inferno eterno.
Juízo Final
Assim, tão logo morre, a pessoa já é julgada individualmente e a alma toma o seu destino eterno (juízo particular). Quando houver o Juízo Final, no fim dos tempos, haverá a ressurreição dos corpos e dar-se-á a nova e definitiva união da mesma alma e do mesmo corpo, ou para a felicidade sobrenatural, beatifica e eterna no Céu, ou para a felicidade natural no Limbo, ou para a terrível infelicidade sem remissão no Inferno.
Que Deus, pela intercessão de nossa Mãe bondosíssima, nos conceda as graças necessárias para que sejamos fiéis até o fim de nossa vida, e possamos gozar da bem-aventurança eterna.
“Creio na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém!”
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