Viver como cães mudos para que o veneno se espalhe

Maria Emmir Oquendo Nogueira*, é demasiadamente lamentável a sua postagem no Twitter, fazendo sair da esteira da guerra contra o mundo um grande número de soldados de CRISTO. Creio que a senhora precisa ler esta entrevista do então Cardeal Ratzinger:

“Mas é verdade que a Igreja nunca deve simplesmente pactuar com o espírito do tempo. Tem de denunciar os vícios e os perigos de uma época; tem de interpelar a consciência dos poderosos, mas também dos intelectuais e daqueles que vivem, de coração estreito e confortavelmente, ignorando as necessidades da época etc. Como bispo, senti-me obrigado a cumprir essa missão . Além disso, os déficits eram flagrantes: desânimo da fé, diminuição das vocações, queda do nível moral, sobretudo entre as pessoas da Igreja, tendência crescente de violência e muitas outras questões. Lembro-me sempre das palavras da Bíblia e dos Padres da Igreja, que condenam com grande severidade os pastores que são como cães mudos e que, para evitar conflitos, deixam que o veneno se espalhe. A tranqüilidade não é a primeira obrigação de um cidadão, e um bispo que só estivesse interessado em não ter aborrecimentos e em camuflar, se possível, todos os conflitos, é para mim uma idéia horrível.” [grifos meus] (Cardeal Joseph Ratzinger, in “O SAL DA TERRA”, Peter SEEWALD, Ed IMAGO, 1997, p. 67).

Para que sermos como cães mudos e deixar que o veneno se espalhe? O ódio contra os cristãos, em uma pátria cristã, só pode existir se os cristãos se calarem. Me admira que uma pessoa como a senhora desconheça que devemos lutar pela honra do Nome de DEUS ultrajado pelos ímpios!

Nos ensina o Catecismo da Igreja Católica:

Diante de Pilatos, Cristo proclama que «veio ao mundo para dar testemunho da verdade». O cristão não deve «envergonhar-se de dar testemunho do Senhor» (2 Tm 1, 8). Em situações que exigem a confissão da fé, o cristão deve professá-la sem equívoco, conforme o exemplo de São Paulo diante dos seus juízes. É preciso guardar uma consciência irrepreensível diante de Deus e dos homens» (Act 24, 16).

2472. O dever dos cristãos, de tomar parte na vida da Igreja, leva-os a agir como testemunhas do Evangelho e das obrigações que dele dimanam. Este testemunho é transmissão da fé por palavras e obras. O testemunho é um acto de justiça que estabelece ou que dá a conhecer a verdade: «Todos os fiéis cristãos, onde quer que vivam, têm obrigação de manifestar, pelo exemplo da vida e pelo testemunho da palavra, o homem novo de que se revestiram pelo Baptismo e a virtude do Espírito Santo, com que foram robustecidos na Confirmação».

2473. O martírio é o supremo testemunho dado em favor da verdade da fé; designa um testemunho que vai até à morte. O mártir dá testemunho de Cristo, morto e ressuscitado, ao qual está unido pela caridade. Dá testemunho da verdade da fé e da doutrina cristã. Suporta a morte com um acto de fortaleza. «Deixai-me ser pasto das feras, pelas quais poderei chegar à posse de Deus».

A Igreja recolheu com o maior cuidado as memórias daqueles que foram até ao fim na confissão da sua fé. São as Actas dos Mártires, as quais constituem os arquivos da verdade escritos com letras de sangue:

«De nada me serviriam os atractivos do mundo ou os reinos deste século. Prefiro morrer em Cristo Jesus a reinar sobre todos os confins da terra. Procuro Aquele que morreu por nós; quero Aquele que ressuscitou por nossa causa. Estou prestes a nascer…».

«Eu Te bendigo por me teres julgado digno deste dia e desta hora, digno de ser contado no número dos teus mártires (…). Tu cumpriste a tua promessa, Deus da fidelidade e da verdade. Por esta graça e por tudo, eu Te louvo e Te bendigo; eu Te glorifico pelo eterno e celeste Sumo-Sacerdote Jesus Cristo, Teu Filho muito-amado. Por Ele, que está contigo e com o Espírito, glória a Ti, agora e pelos séculos sem fim. Ámen» (Cf. Catecismo da Igreja Católica)

Prezada Emmir, se realmente foi você quem postou esta mensagem [http://goo.gl/Z7Y1hG], por favor. Cale-se primeiro para pedir o silêncio dos outros, e além do mais, se não quer que os soldados lutem, ao menos não os coloque na fileira dos ímpios e tíbios, pois isso faria de seu apostolado uma ação mais ímpia que a de nossos inimigos.

*Originalmente postado na Timeline Facebook da Emmir Nogueira, e re-postado aqui.

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