Associação de Clérigos São Gregório Magno

Tradução por guilhermechenta.com:

Observação: os destaques não são do original.

A Assinatura, de alguma forma, respondeu. E nós também.

Fundadores da Associação São Gregório Magno

Os fundadores da Associação de Clérigos “São Gregório Magno”

1) A resposta da Assinatura [Tribunal da Assinatura Apostólica] e outros dois sinais análogos

Àqueles que, nestes meses nos pediram notícias da situação do IBP sobre a batalha identitária dos resistentes do IBP e sobre eventuais novidades, nós sempre respondemos para seguir esta revista, na qual se podia encontrar um certo número de respostas. Nós tínhamos escrito que quando tivéssemos dados certos e completos nós falaríamos disso publicamente aqui. Nós recordamos isso porque, mesmo para a compreensão dos desdobramentos recentes, é importante não perder de vista o que já foi exposto e eventualmente relê-lo.

Dito isto, nós temos agora desdobramentos posteriores a comunicar.

Com efeito, nós podemos julgar que o Tribunal da Assinatura já respondeu.

Àquele [tribunal] tinham sido apresentados quatro recursos, da parte de três padres do Instituto, compreendendo objeções de motivos diferentes. Dois daqueles não tiveram ainda resposta. Entretanto, a comparação dos prazos de expiração [N.T.: peremptórios, para o caso] – considerando que nós esperamos, por cautela, mesmo um prazo [ainda] maior – nos faz estimar razoavelmente que o processo já está concluído.

Vejamos, então, os dois recursos que receberam uma resposta certa.

Um primeiro recurso – contendo principalmente a solicitação de conhecer alguns documentos inerentes à controversa – teve uma resposta negativa (Protocolo 48 339 / 13 CA PICTAVIEN. Electionis, Rev. dus St Carusi – Pontificia Commissio Ecclesia Dei, de 17 de setembro de 2013). Tratava-se, aliás, de uma resposta que contém alguns elementos interessantes e bastante inquietantes quanto à integridade dos estatutos: Respostas da Assinatura, já algumas confirmações.

O outro recurso, centrado sobre a alteração do corpo de eleitores, para o uso do Delfim [N.T: expressão latina que conota, no caso em questão, corpo eleitoral expurgado], que procedeu à nova eleição (de tal forma afrontada que mesmo em Burkina Fasso eles teriam reagido), foi inicialmente admitido pelo Tribunal (ver artigo em questão: Respostas da Signatura, já algumas confirmações). Isto já é de uma certa importância, em razão dos motivos expostos no artigo acima e naquele de 06 de dezembro (As razões de uma batalha).

Em seguida, por uma carta datada de 30 de novembro e que chegou ao recorrente em 11 de dezembro de 2013, foi respondido que seu recurso estava “perempto” (nota de Padre Carusi: passado prazo do recurso, arquivado), dando motivos – note-se bem – de assistência econômica e de expiração dos prazos. Com efeito, o recorrente, não recebendo há vários meses o salário fixo pago mensalmente por seu Instituto (como foi provado à Assinatura, enviando-se-lhe a documentação dos salários não pagos), fez a requisição de um advogado de ofício (N.T.: um defensor “público”), segundo as modalidades previstas pelo Regulamento do Tribunal. Possibilidade recusada. Essa recusa de dar um advogado de ofício foi comunicada depois do fim da expiração dos trinta dias, dizendo ao mesmo tempo que o recurso já estava perempto mesmo se se pagasse (de sorte que não se podia mais sequer organizar uma coleta de fundos). De um lado, isso faz um pouco rir, haja vista a famosa “Igreja dos Pobres”, e de outro lado, evidentemente, isto quer dizer que eles não tinham razões mais decentes para rejeitar o recurso, que tinha sido reconhecido possível em princípio.

A isto, juntaram-se dois outros sinais que vão na mesma direção:

Com efeito, foi comunicado aos padres do Instituto, por carta circular de 11 de novembro de 2013, que o Cardeal Jean Pierre Ricard teria sido nosso “Cardeal Conselho” (?). Este último recentemente confirmou (cf.Revista Franco-Maçonaria no. 26, setembro/outubro 2013, p. 22) ir a reuniões da Maçonaria, respondendo a seus padres que se trataria de uma “periferia existencial” (e nós que pensávamos que se tratava do Senhor do Mundo…). Seria isto uma certa “colocação sob tutela do IBP” como originada e prolongamento da colocação sob comissário (Cf. Carta da Ecclesia Dei que anuncia a nomeação de D. Forgeot para Comissário)?

Em si, a presença de um tipo de visitador permanente não constituiria para nós um problema. Mas o tempo de nossa resistência interna manifestou que a posição majoritária no seio do Instituto é como aquela do “Pântano” na época revolucionária, que nós podemos resumir por estas palavras: “eu não concordo

a) Com o conjunto das requisições do Secretário da Comissão Pontifical Ecclesia Dei (nota do redator: embora suscetível a quaisquer discussões internas que sejam, como a Comissão Ecclesia Dei tinha respondido às nossas críticas);

b) E com o elogio que disso fez o Pe. Laguérie segundo o qual esta solicitação principal seria mesmo uma “boa Providência” (cf: e-mail coletivo aos padres do Bom Pastor, 29 de Março de 2012, 10:52: “Documentos Oficiais”);

c) E nem com sua disponibilidade (dia sim, dia não) para a mudança estatutária (cf: Monde & Vie de 20 de outubro de 2012: Entrevista com o Pe. Laguérie)

. . . mas eu, eu não estou disposto a me comprometer”

E se a maioria não está disposta a lutar para defender suas próprias especificidades – que seriam demolidas por esse projeto – , como pode-se pensar que a nomeação de um “Cardeal Conselho” (ainda mais com a instalação forçada pelo exterior de um Superior Geral) não significaria (ela, a nomeação) um perigoso condicionamento da justa liberdade?

Pode-se infelizmente esquecer-se de verdades desagradáveis (por um certo tempo), mas se o fator principal de nossa conduta é a vontade mundana de ter a todo preço seguranças humanas, para ficar na proximidade das “panelas de carne” (Êxodo, XVI, I), por que teríamos nós escolhido o IBP? Por que razões? Porque o rito antigo nos agrada? Seria uma questão de gosto, como a um pode agradar-lhe o vinho e a outro o champanhe?

2) Nossa resposta

Nós apresentamos os recursos, tanto para utilizar todos os cartuchos colocados à nossa disposição, querendo levar esta batalha até o fim, quanto para nos confiarmos, em relação ao futuro, aos sinais que a Providência nos teria dado pelo resultado desses recursos.

Estes sinais, uma vez recebidos, nós os aceitamos.

Em primeiro lugar, somos gratos à Providência, porque – diferentemente das intervenções naFraternidade São Pedro e dos Franciscanos da Imaculada –, desta vez, houve uma parte da Sociedade que disse “não” aos abusos da autoridade; gratos também pela clareza da resposta (com efeito, o que nós esperávamos não era uma resposta ou outra, mas uma resposta clara, fosse ela “sim” ou “não).

Tendo verificado as eventuais possibilidades, tendo calmamente refletido e tendo escolhido um por um, e depois de ter permanecido cada um em seu lugar, nós, então, percebemos que a hora de partir tinha chegado (nous avons donc pris acte que l’heure de partir était venue). Mas partir sem nos desagregarmos e sem nos dissolvermos (como estão fazendo outros, que, aliás, não quiseram leva a batalha interna até fim ), mas permanecendo unidos, sob a mesma linha.

Nós, portanto, partimos na evidência serena de que não se trata de questões de ordem pessoal, mas da escolha da linha diretora: nós nos recusamos a tomar a via dos prisioneiros do “complexo rallié” [rallié: termo que designa os tradicionalistas que fizeram acordo com a Santa Sé] e da imprudente veleidade de estar, a qualquer preço, “integrados” (da mesma forma que nós recusamos a prisão mental que constitui uma espiral ideológica e extremista, a respeito da qual Mons. Lefebvre advertia em 1979). Em relação às aparentes certezas mundanas, nós preferimos guardar a justa liberdade para a boa batalha.

Preparados para tudo, e persuadidos que é justamente a presença de uma reação que frequentemente freia as más tendências, nós constituímos uma nova entidade, fielmente identitária e flexível em suas modalidades organizatórias: “A Associação de Clérigos São Gregório Magno”.

Assim, permanecendo unidos e propondo uma referência disso, nós entendemos dar nossa contribuição ao bem comum, representada por um tal testemunho (às vezes “em sentido positivo”, às vezes às vezes “em sentido negativo”) em favor da Tradição católica. No contexto dessa medida, nós pedimos àqueles que compartilham de nosso ideal nos apoiar. No momento, nós comunicamos nossas coordenadas bancárias:Associazione chierici San Gregorio Magno, (IBAN) IT 87 H053 0868 8300 0000 0002 003; (BIC) BLOPIT22.

Na espera confiante da hora de Deus (“si moram fecerit, expecta Eum, quia veniet et non tardabit”), que se canta na novena de Natal, nós pretendemos, portanto, nos concentrar em cinco atividades maiores, que serão nossa contribuição:

a) A formação de nossos seminaristas na fidelidade ao Doutor Comum da Igreja;

b) A revista “Disputationes Theologicae”, que é doravante acompanhada em vários países (especialmente na França e na Itália), por pessoas que apreciam a franqueza eclesial dela. Eles queriam amordaçá-la, vocês se lembram? A resposta foi: “non possumus” (Disputationes não se deixa amordaçar).

Hoje, na situação atual, esta voz livre deve continuar. Ela é um instrumento precioso para fazer esta ampla crítica construtiva, na qual nós tínhamos identificado a especificidade do carisma originário do IBP.

Justamente esse ponto nos parecer ser nevrálgico, da mesma forma que a famosa questão doexclusivo. Que sentido teria (depois de ter aprovado os estatutos do IBP há poucos anos) fazer escandalosamente pressão para que as palavras “rito próprio” substituam de maneira forçada, nos atos oficiais ou ao menos no uso corrente, as palavras “rito exclusivo” (para aqueles que livremente escolheram o Instituto)? Que sentido teria senão o fato de que essa segunda expressão tem um sabor de crítica – deixando o julgamento categórico à Igreja – da reforma litúrgica da qual proveio o rito moderno?

Como foi dito no artigo “O rito próprio e a hermenêutica da continuidade são suficientes?”, nós não estamos em condições de aceitar plenamente o “documento Pozzo” (ou de simular sua aceitação). Nós, de boa vontade, estamos dispostos a aceitar certas sugestões dele, como o convite à aprofundar nossa identidade e nosso coração pastoral, mas nós não estamos dispostos a – nas presentes circunstâncias – a nos desfazer daquilo que foi dito, no momento da fundação, pelo Cardeal Castrillón Hoyos: uma crítica sã, a crítica construtiva, pode ser um grande serviço a se prestar à Igreja.

c) A vida de oração em comunidade, especialmente para o triunfo da Fé, para a Igreja e para as almas, as quais, encontrando-se em uma grande provação, têm particularmente necessidade de orações insistentes.

d) A Santa Missa Tradicional em comunidade (evidentemente aberta a todos aqueles que desejam vir), pensando naquilo que nós cantamos no Adoro te devote: “cuius una stilla salvum facere totum mundum quit ab omni scelere”, e, portanto, com uma grande confiança nos frutos do Santo Sacrifício do Altar. Nós teremos, aliás, a possibilidade de receber um grande número de intenções de Missa, cujas ofertas podem representar uma ajuda preciosa para esta obra.

e) O fato de nos colocar à disposição para as santas confissões no quadro diocesano, o que, desde o momento presente, não deveria representar dificuldade a ninguém. Em espírito de caridade eclesial e na convicção de que uma larga presença no confessionário, tendo em vista a diminuição do número de padres, pode representar uma ajuda preciosa: como alívio para os confrades ocupados nas paróquias e como uma oportunidade suplementar para as almas. Nós oferecemos de cordialmente essa disponibilidade, quando recebermos oralmente respostas positivas; assim que formos chamados, nós iremos.

À Virgem do Rosário de Fátima, conservadora do “dogma da Fé”, a São Gregório Magno, a Santo Atanásio, aos Santos Anjos da Guarda, à alma bem amada de Mons. Piolanti, nós confiamos estes propósitos para que nós possamos, desta maneira, cooperar fielmente, segundo a vocação recebida, com a restauração da Fé.

Padre Stefano Carusi

Padre Louis-Numa Julien

Sem. Łukasz Zaruski

Sem. Bartłomiej K. Krzych

Advertisements

Deixe seu comentário aqui

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s