Eurasianismo: as amizades satanistas, maçônicas e sodomitas de Alain Soral

soralNeste artigo, vamos passar em revista os “valores” louvados pelos amigos de Alain Soral, que são convidados a eventos “Igualdade e Reconciliação” e/ou transmitidos nos vídeos do site da associação. As citações são autênticas, as fotos não foram retocadas, esta é a realidade do soralismo.

1.Christian Bouchet

Bouchet é um prolífico autor satanista, autor de: “O Ocultismo”, “A Wicca”, “O Neo-paganismo”, “O Espiritismo”, “A Antroposofia”, “Aleister Crowley”, “Aleister Crowley, abordagem histórica de um mago contemporâneo”, “Aleister Crowley e o movimento telemita”, “Karl Maria Wiligut, o mago de Himmler”, etc.

Christian Bouchet confessa: “Frequentei essa organização (Ordo Templis Orientis – ver nota ao fim do artigo), como também frequentei a Golden Dawn, os martinistas, as obediências maçônicas egípcias, etc.”

dbsEm conferência proferida no colóquio Revolta contra o mundo pós-moderno, em Moscou, em 15 de outubro de 2011 (fonte), Bouchet (na foto, à esquerda de Soral) declarou:

“Quanto às versões mais esotéricas, ou mesmo ocultistas ou negras da tradição européia, nossa via da mão esquerda em qualquer espécie, a herança de Aleister Crowley, de Maria de Naglowska, de Nicolas Roerich ou de Georges Gurdjieff e de muitos outros, eu temo que numerosas versões ligadas a estas não estejam mais em exibicionismo ou na prática de uma subcultura juvenil, que na pesquisa tradicional. Eu não desaconselharei suas práticas, mas, para fugir a esses problemas, aconselharei a fazê-lo na maior discrição, praticando o que nossos irmãos muçulmanos chamam a taquia (a mentira)”.

Christian Bouchet recomenda, então, aos outros satanistas, de fazer o que ele mesmo faz, ou seja, mentir para dissimular seu satanismo e se esconder para praticar seu culto.sb1

Valores defendidos por Christian Bouchet: desordem esotérica, dupla linguagem, mentira, maçonaria, new age, satanismo, nazismo, anticristianismo, René Guenon.

(Ver: Fontes sobre Christian Bouchet)

2.Aleksandr Dugin

O amigo russo de Alain Soral…

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Dugin e judeus cabalistas, reunidos para honrar o maçom R. Guénon – Centro Cabalista Tikoun Olam, Paris, 9 de janeiro de 2011.

Dugin faz crer que é ortodoxo mas, mais precisamente, ele diz pertencer à igreja dos Antigos Crentes, que julga e rejeita o patriarcado de Moscou como herético. Dugin, portanto, não está em comunhão com a Igreja Ortodoxa Russa, cujas relações com a Igreja Católica Romana vêm sendo cada vez mais cordiais. Na verdade, Dugin não tem nada de ortodoxo, ele é new age, guenoniano e luciferiano:

Declarações de Dugin:

“Os estratos mais antigos e mais originais da Tradição afirmam a primazia do Norte sober o Sul. A simbologia do Norte é ligada a uma fonte, a um paraíso nórdico original, de onde provém toda a civilização humana (…) Os gregos antigos falavam da Hiperbórea, ilha nórdica, com sua capital, Thule. Esse país era considerado como a pátria do deus luminoso Apolo. E, em numerosas outras tradições, é possível detectar traços antigos, frequentemente esquecidos e fragmentados, de um simbolismo nórdico (…) todas as tradições sagradas honram o Centro, o Meio, o ponto onde os contrastes se suavizam, o lugar simbólico que foge às leis da entropia cósmica. Esse centro, cujo símbolo é a suástica (…), recebeu um nome diferente em cada tradição, mas foi sempre direta ou indiretamente ligado ao simbolismo do Norte. É, portanto, possível dizer que todas as tradições sagradas são, em essência, a projeção de uma Única Tradição Primordial Nórdica, adaptada a condições históricas diferentes. O Norte é o ponto cardeal escolhido pelo Logos primordial para poder se revelar na História, e cada uma de suas manifestações ulteriores não faz mais que restaurar esse simbolismo do paraíso polar”.

“O homem do Norte é um ser particular, dono de uma intuição direta do Sagrado. Para ele, o Cosmos é uma textura de símbolos, cada um deles sendo tirado do segredo pelo olho do Príncipe Primordial espiritual. O homem do Norte é o “homem solar”, Sonnenmensch, não absorvendo a energia, como fazem os buracos negros, mas a gerando, difundindo a luz, a força e a sabedoria, a partir de seu fluxo de criação espiritual. A civilização nórdica pura desapareceu com os antigos hiperbóreos, mas seus mensageiros fixaram as bases para todas as tradições atuais. Esta “raça” nórdica de Mestres está na origem da religião e da cultura de povos de todos os continentes e de todas as cores de pele.”

É sempre a mesma baderna esotérica, é impossível sair dela, mas a coisa interessante vem aqui:

Dugin:
“Durante esse combate, a chama da “ressurreição do Norte espiritual”, a chama da Hiperbórea, transforma a realidade geopolítica. A nova ideologia mundial é a ideologia da Restauração Final, colocando um ponto final na história geopolítica da civilização – mas não o ponto que queriam colocar os arautos globalistas do Fim da História. A variante materialista, ateísta, anti-sagrado, tecnocrata, atlantista, do Fim, é transformada em um epílogo diferente: a Vitória Final do Avatar sagrado, a vinda do Destino Terrível…”

Aí está: “… escolhido pelo Logos primordial para poder se revelar na História”, cujo fim é “a Vitória final do Avatar sacrado”… isso não é nada além da doutrina luciferiana de Alice Bailey:

Alice Bailey, fundadora do Lucifer Trust, 1925.:
“Mais tarde, por volta do fim do grande ciclo, o futuro Avatar (…) tomará um corpo físico, manifestando assim sobre o plano físico a força do Logos na distribuição da Lei… saindo do abismo… saindo da sombra e da obscuridade para voltar ao esplendor do dia, Ele que se manifestou, o Avatar…”

O “Avatar” esperado e desejado tanto por Aleksandr Dugin quanto por Alice Bailey é Lúcifer. Não há nenhuma dúvida sobre o luciferismo de Dugin, que o confessa aqui publicamente, muito clara e explicitamente. Ele não o esconde, não usa sequer palavras veladas. Apenas os luciferianos esperam “a Vitória Final do Avatar sagrado”.

Consequentemente, tudo o que não é “tradicional”, ou seja, luciferiano e maçônico, deve ser submetido ou destruído:

“Segundo a opinião dos eurasianistas, cada tradição religiosa ou sistema de fé local, mesmo o mais insignificante, é patrimônio de toda a humanidade. As religiões tradicionais dos povos, religadas às diversas heranças espirituais e culturais, merecem a mais extrema atenção e o maior interesse. (…) os pregadores de doutrinas e de ensinamentos não-tradicionais, e todas as outras forças orientadas para a destruição, devem ser ativamente combatidos.”
(Aleksandr Dugin).

E, certamente:

“Mas eu constatei que nós temos mais em comum com a Nova Direita que com os católicos. Eu compartilho numerosas opiniões de Alain de Benoist. O que não é o caso, em relação aos católicos modernos. Eles querem, com efeito, converter a Rússia e isso não é compatível com nossos projetos. Eu considero Alain de Benoist como sendo o intelectual mais importante da Europa hoje. A Nova Direita, por exemplo, não quer impor o paganismo europeu aos outros. No que concerne a Evola, eu o considero como um mestre e uma figura simbólica da Revolta Final e da Grande Renascença, como o é, também, Guénon. Para mim, nessa época sombria que atravessamos, esses dois pensadores representam a essência da Tradição Ocidental.”
(Aleksandr Dugin)

O “nós” de Dugin não faz referência à Igreja Ortodoxa Russa, à qual ele não pertence, mas à sua seita ocultista particular. Bem evidentemente, os católicos não têm nenhuma intenção de converter a Rússia, pois o que eles teriam a converter? Catolicismo e Ortodoxia se assemelham como duas gotas d’água. A semelhança é muito grande para a Igreja latina, e quase perfeita para as Igrejas católicas do Oriente, maronita, siríaca, caldéia, melquita (principalmente), armênia, etc. cada uma tão católica quanto as outras. Não, o que afasta Dugin dos católicos e o reaproxima dos maçons, é que ele não tem nada de cristão e que ele é pura e simplesmente luciferiano.

Dugin não é ortodoxo, tampouco nacionalista:

“O conceito de nação é um conceito capitalista, ocidental. Por sua parte, o Eurasianismo, ao contrário do nacionalismo, destaca as diferenças culturais e étnicas, não apenas uma unificação baseada no indivíduo. Nós nos diferenciamos do nacionalismo porque nós defendemos um pluralismo de valores. Nós defendemos ideias, não a nossa comunidade ou nossa sociedade.”
(Aleksandr Dugin)

Ainda que russo, Dugin não parece ter se curado da ideologia e de seu desenvolvimento natural, o fanatismo. A febre ideológica perturba a percepção dos limites que possui, que causam indispensavelmente violência aos outros homens, não se retendo por nenhum amor nacionalista pela sua “comunidade” ou “sociedade” e as pessoas que a compõem… Pode-se, sempre “unificar” ideias contrárias, forçando-as a acoplamentos antinaturais, nenhuma ideia jamais reclamou de ser forçada a entrar em uma ideologia malformada, um sincretismo, um ecletismo incoerente… Funciona de outra forma quando se trata de homens. O nacionalismo retorna aos limites concretos da vida humana, à história de um povo, aos pais, aos vizinhos, às fronteiras naturais, poder-se-ia definir a nação como limitação em opisição à hubris material do imperialismo e à mental da ideologia. Essa sabedoria foi magnificamente concretizada pelo reinado de Luís XIV, cuja glória foi de dar à França uma fronteira, glória radiante do interior, sem que tenha sido necessário enviar seus exércitos para morrer até diante de Moscou.

Dugin não é nacionalista porque ele é globalista, como todos os new age e maçons:

“Poderíamos dizer que o eurasianismo é a filosofia da globalização multipolar, chamando à união de todas as sociedades e todos os povos da terra, para construir um mundo original e autêntico, do qual cada componente virá organicamente das tradições históricas e culturas locais.”
(Aleksandr Dugin)

Globalista e imperialista:

“O Regnum dos Nacional-bolcheviques, seu Império do Fim, é a realização perfeita da maior Revolução, continental e universal. É o retorno dos Angos, a ressurreição do Herói, a revolta do Coração contra a ditadura da Razão. Esta ÚLTIMA REVOLUÇÃO é ocupação do Acéfalo, do Acéfalo portador da Cruz, da Foice e do Martelo, coroado pela suástica eterna.”
(Aleksandr Dugin)

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Dugin Sol Negro Satan

Com o emprego do nome “Acéfalo”, Dugn faz, aqui, referência a Aleister Crowley, que transpôs um hino helenístico a Aképhalos ou o deus-sem-cabeça tornado, sob sua pena, o próprio Satã:

Ó Satã-Sol… Gire a Roda, Ó meu Pai, Ó Satã, Ó Sol!” (Aleister Crowley)

“Avatar sagrado”, “Acéfalo”, “Sol Negro”, não são mais que alguns dos nomes dados a Satã por seus adeptos.

Valores defendidos por Aleksandr Dugin: desordem esotérica, new age, luciferismo, satanismo, nazismo, antissemitismo, anticristianismo, antinacionalismo, globalismo, René Guénon.


Ver também o teaser da conferência de Dugin em Bordeaux com o Sol Negro, a Roda em Movimento e o Lúcifer alado brandindo sua tocha.

3. Laurent Jameslj

Algumas palavras de Laurent James para começar, ou recomeçar:

“Enquanto as primeiras cerâmicas Jômon viram a luz do dia, a civilização de Mû já existia há alguns milhares de anos. A pirâmide submarina de Yunaguni é, hoje, um dos mais maravilhosos testemunhos dessa civilização, a qual se desenvolveu plenamente durante a Idade da Prata, ou seja, no momento onde o Cro-Magnon se instalava na Europa. Toda a distância entre o Leste e o Oeste provem de que o Paraíso primordial (o Pólo Norte) permaneceu fixo no imaginário nipônico durante muito mais tempo que a oeste dos Urais, onde a queda foi mais duramente sentida, do fato do desaparecimento brutal do Neandertal. Enquanto a China e a India resultam de uma mistura racial entre, de uma parte, certas colônias atlantes indo-européias (Tokharianos para a China e Arianos para a India) e, de outra parte, certas colônias lemurianas vindas do planalto do Sahul (povos yue para a China e austral-dravidianos para a India), o Japão é o único país a nunca ter conhecido atlantes sobre seu solo. Assim, é uma mistura entre hiperbóreos (Jômons, Aïnus) e lemurianos (reino de Ryûkyû, Kyûshû) que deu a esse país sua especificidade radical, e notadamente essa permanência do nomadismo metafísico.”

O blasfemo e o sacrilégio são, aparentemente, menos envolventes que a carne fresca. Mas o prazer de Laurent James deve ser, aqui, mais cerebral, o exibicionismo, a copulação no vômito, as cruzes cristãs projetadas no fundo, a paródia de missa com crânios de bodes, tudo isso deve significado mais místico.

Laurent James é conhecido por provocação, inspirada pelos grupos Pussy Riot e Femen, em um santuário católico francês.

Valores defendidos por Laurent James: desordem esotérica, maçonaria, new age, satanismo, nazismo, blasfêmia, pornografia, prostituição, sadomasoquismo, anticristianismo, René Guénon.

jovanovic4.Pierre Jovanovic

Pierre Jovanovic beneficia-se de uma reputação de jornalista econômico, mas 90% de seus livros são new age:

“Pesquisa sobre a existência de anjos guardiões”, “O Padre do tempo”, “Biografia do Arcanjo Gabriel”, “Enoque, diálogos com Deus e os anjos”, “O Explorador do Outro Lado”, “O Livro dos Segredos de Enoque”, “A Mentira universal (Enki e Ninhursag)”, “Nossa Senhora do Apocalipse, 777, a queda do Vaticano e de Wall Street segundo São João”… nada além de new age.

Jovanovic é capaz de dizer “eu mijo na Igreja” e, em menos de um minuto de intervalo, “em todo caso, eu sou católico”…

É uma constante muito forte entre os amigos de Alain Soral: marchas mascaradas, enganar o público, vandalismo, criar contestações.

Valores defendidos por Pierre Jovanovic: desordem esotérica, guénonismo, new age, sodomia, luciferismo, anticristianismo.

5.Vincent Reynouardvr

Pequeno protegido da “Igualdade e Reconciliação”, Vincent Reynouard escreve, em seu manifesto “Por que sou Nacional-Socialista”:

“Em 16 de outubro de 1946, Joachim von Ribbentrop, Wilhelm Keitel, Ernst Kaltenbrunner, Alfred Rosenberg, Hans Frank, Wilhelm Frick, Julius Streicher, Fritz Sauckel, Alfred Jodl, Arthur Seyss-Inquart foram enforcados pelos vencedores. Mais de sessenta anos depois, eu me inclino respeitosamente diante de sua memória. Eu me inclino igualmente diante da memória de Hermann Göring, que escapou do enforcamento engolindo uma ampola de cianureto e, principalmente, diante da memória de Adolf Hitler, que não quis sobreviver à derrota. Porque isso não deve ser um segredo para ninguém, eu sou profundamente nacional-socialista.” (Vincent Reynouard)

Sua grande ambição é tentar provar que é possível, que faz sentido, ser católico e nazista. Em uma entrevista, ele cita esta frase:

“Estou, ao contrário, convencido de que um católico fiel pode ser nacional-socialista, como eu também, em virtude dessa convicção, sou nacional-socialista.” (S. Pirchegger)

Que ele faz sua e que resume todo o personagem. Reynouard nada mais é que um enésimo elo da corrente de manipulação já antiga, que consiste em atribuir ao catolicismo a responsabilidade dos teósofos e maçons na gênese do nazismo; é o sósia “direitista” das manobras começadas à esquerda por Rolf Hochhuth em 1963, cujo produto final foi o filme de Costa-Gavras com Mathieu Kassovitz.

http://fr.wikipedia.org/wiki/Rolf_Hochhuth

http://fr.wikipedia.org/wiki/David_Irving

Reynouard empreende muitos esforços para tentar convencer, mas, infelizmente para ele, a Igreja já lhe tinha puxado o tapete:

“Não crê em Deus aquele que se contenta em fazer uso da palavra Deus em seus discursos, mas somente aquele que, com esta palavra sagrada, chega ao verdadeiro e digno conceito da Divindade. Qualquer um que identifique, em uma confusão panteísta, Deus e o universo, rebaixando Deus às dimensões do mundo ou elevando-o às de Deus, não é um crente em Deus. Quem, seguindo uma pretensa concepção dos antigos germanos de antes de Cristo, coloca o sombrio e impessoal Destino no lugar do Deus pessoal, nega de fato a Sabedoria e a Providência de Deus, que ‘age forte e suavemente de um extremo a outro do mundo’ (Sabedoria, 8, 1) e conduz todas as coisas a um bom fim: tal pessoa não pode fingir pertencer ao número dos que creem em Deus. Quem exalte a raça, ou o povo, ou o Estado, ou uma forma do Estado, ou os depositários do poder, ou qualquer outro valor fundamental da comunidade humana – necessárias e honoráveis na ordem terrestre – quem eleva essas noções além de seu valor normal, divinizando-as por um culto idólatra, essa pessoa inverte e falsifica a ordem das coisas criada e ordenada por Deus, estando longe da verdadeira fé em Deus e de uma concepção da vida correspondente a essa fé.” (Encíclica “Mit brennender Sorge”, Papa Pio XI, 1937, texto integral)

Pio XI é particularmente afiado nesse texto endereçado à Alemanha de 1937: para ele, e para a Igreja Católica, os nazistas não creem em Deus e estão longe da fé católica, a Igreja Católica não reconhece católicos nazistas nem nazismo católico, difícil ser mais claro.

Mas é fascinante ver Reynouard, que diz também ter sido “muito influenciado por René Guénon”, sustentar a possibilidade de ser tanto católico quanto nazistas, como outros sustentam que se pode ser simultaneamente católico e maçom, e nos dois casos contra a vontade da Igreja que afirma, pela autoridade dos Papas, e não por simples párocos interioranos, que é impossível ser católico e nazista, como é impossível ser católico e maçom.

Dugin se passa por ortodoxo, sendo luciferiano, Reynouard se finge de católico enquanto, de acordo com a própria Igreja Católica, ele não crê em Deus, Bouchet declara ser católico romano, sendo também luciferiano… Que fúria, entre os amigos de Soral, de fingir ter uma religião que não é a sua! Será uma espécie de moda? Ou pose? Ou imitação de um modelo de outra época, Guénon, talvez, que tem sucesso no tour de force de se fingir de católico e depois de muçulmano, enquanto foi sempre maçom? Mistério…

Valores defendidos por Vincent Reynouard: nazismo, maçonaria, ateísmo, sedevacantismo, René Guénon.

6.Guillaume Faye

Ainda um burguês, diplomado em ciências políticas, tendo trabalhado com pornografia e, na imprensa, para as os veículos de mídia Figaro, Paris-Match, VSD, France 2, Skyrock, e teórico da Nova Direita de Alain de Benoist, se entregando ao neopaganismo… Alain Soral o promove em sua associação “Igualdade e Reconciliação”:

gfGuillaume Faye escrevia na revista “Elementos”, de Alain de Benoist:

“Falemos da Europa, dos Estados Unidos, da América Latina, da União Soviética ou da India. É preciso repensar o mundo em termos de conjuntos orgânicos e de solidariedade real: comunidades de destino continentais, grupos de povos coerentes e ‘otimamente’ homogêneos por suas tradições, sua geografia, e seus componentes etnoculturais.”

“A nação, escreve François Perroux, realidade viva e dinâmica, torna-se umas das fontes de energia essencial para reestruturar a sociedade mundial e sua economia (…). Os habitantes da Terra se unem em nações armadas, impérios, comunidades hesitantes e tentam economicamente formar regiões de nações (Bertrand Russel). Esses agrupamentos se encontram – nem fechados, o que é impossível, nem abertos sem reservas (…). Nessas associações de nações, serão necessários projetos coletivos de infraestrutura, investimento, difusão de produtos e de rendimentos. É na medida em que as nações, testemunhas e defensores dos povos, favorecerão essa rarefação dos poderes econômicos e essa descentralização de seus efeitos, que se desenhará certa reciprocidade no desenvolvimento que não se constrói espontaneamente pelo jogo dos interesses privados”
(O Mundo da Economia, 9 de outubro de 1979)

“Essas associações de nações são geopoliticamente possíveis e romperiam o quadro econômico e estratégico atual. Cada grande região planetária poderia assim ver coincidir, em seu espaço de vida, um relativo parentesco cultural, uma comunidade de interesses políticos, certa homogeneidade étnica e histórica, e fatores macroeconômicos que possibilitam um desenvolvimento autônomo sem recursos à mendicância internacional (5). Um novo nomos da terra, para retomar a expressão de Carl Schmitt, poderia surgir assim, fundado sobre uma sociedade de comunidades e não mais sobre uma pseudo comunidade de sociedades.”(Elementos, no. 34, abril/maio de 1980).

Isso é de um europeísmo, ou mesmo de um globalismo, perfeitamente explícito.

Em uma entrevista, ele se define como nietzschiano:

“Isso significa romper com os princípios socráticos, estóicos e, depois, modernos de igualitarismo humano, de antropocentrismo, de compaixão universal, de harmonia utópica universalista. Isso significa aceitar a inversão possível de todos os valores (Umwertung) em desfavor da ética humanista. Toda a filosofia de Nietzsche está fundada sobre a lógica do vivente: seleção dos mais fortes, reconhecimento do poder vital (conservação da linhagem a todo custo) como valor supremo, abolição de normas dogmáticas, busca da grandeza histórica, ideia da política como estética, “desigualitarismo” radical, etc.”

E nesta outra entrevista:

Gaie France Magazine, no. 4, outubro de 1986 (diretor da publicação: Michel Caignet, neonazista e pedófilo)

pp. 13 a 18 – Entrevista com Guillaume Faye, sobre o tema “Homossexualidade: “catamorfose” da sexualidade ou renascimento dos deuses?”

p. 18 – Pergunta: É possível dizer que a homossexualidade dos modernos é a decadência da pederastia?

Resposta: Eu penso que a homossexualidade à californiana é um empobrecimento considerável da pederastia e da homossexualidade guerreira dos Antigos. Ela me parece mesmo relativamente perversa.

Pergunta: A pederastia é o grande tabu do mundo moderno. Devemos condená-la?

Resposta: Todos os comportamentos sexuais me parecem aceitáveis. O problema é o uso dos prazeres como prática e afirmação de si. Os modernos condenam a pederastia mas, através dela, o que eles condenam é uma concepção pagã e “desigualitária” da sexualidade e um sistema de transmissão de valores que concorre com o seu. Condenar a pederastia: em nome de quê?

…ele não faz mais que justificar a predação sexual por Nietzsche e o “desigualitarismo”: os mais fortes fazem o que querem dos mais fracos…

No sumário deste outro número de Gaie France:

Entrevistas com a Nova Direita (Alain de Benoist e sua panelinha neopagã); Gabriel Matzneff entre nós (notório pedófilo, defendido por Soral em uma de suas entrevistas); um escritor pagão: Pierre Gripari (homossexual, antissemita, anticristão, próximo do movimento de Alain de Benoist).

Valores defendidos por Guillaume Faye: neopaganismo, europeísmo, globalismo, antinacionalismo, anticristianismo, racismo.

frank7. Franck Abed

O muito medíocre, muito suave e muito soporífero, Franck Abed, entretanto, terminou por ganhar o direito de figurar na constelação luciferiana de Soral. Esse tipo sofre da mesma neurose de impostura que seus camaradas soralianos, da necessidade irreprimível de se fazer passar pelo que ele não é: ele se passa, em todo lugar, por um político, enquanto não é, na verdade, nada além de um bedel de cursinho pré-vestibular…

Esse judeu mal-convertido defende um “tradicionalismo político” em oposição ao nacionalismo (obrigado, Guénon!) e muito hostil ao Front National… Isso deve ser, agora, bem assimilado: não se deve esperar, dos soralianos, nada além de uma mistura de conceitos.

Abed se apresenta como “intelectual – escritor – teórico monarquista”… Felizmente, nenhuma lei proíbe a vaidade nem o grotesco. Ele, com efeito, cometeu uma espécie de aberração literária, a infame paródia deLigações Perigosas, onde ele expõe, em um estilo terrível, fantasias sexuais e mundanas: a história de um judeu típico que dorme com uma católica, um velho fetiche tão asquenaze quanto sefardita…

O interessante, então, é que a base comum sobre a qual se coloca a panelinha soraliana, além do fato de ser apresentados pelo site de Alain Soral, aparece de maneira perfeita e clara.

Valores defendidos por Franck Abed: mitomania, pornografia, globalismo, antinacionalismo, dupla-linguagem, satanismo, luciferismo, René Guenon.

salim8. Salim Laïbi, o dito “Livre Pensador”

Soral apresenta toda a atualidade do pobre Salim Laïbi, que escolheu se chamar “O Livre Pensador” e é um discípulo histérico do maçom René Guenon, filiado à Grande Loja da França em 1909:

Salim Laïbi (na foto, à esquerda de Soral) declara: “Guénon (…) é um autor genial, o maior pensador francês de todos os tempos. (…) R. Guénon teve sucesso graças a um trabalho metódico de uma riqueza incrível assim como um estilo de escrita único devido à sua formação intelectual, para esclarecer tudo. Sua leitura é calmante, chega-se a mudar as palavras e explicar a desordem. Seu campo de ação é extraordinariamente amplo. (…) Todo seu pensamento se apoiando sobre uma doutrina de uma clareza ofuscante. (…) R. Guénon permite ao pesquisador sair fácil e definitivamente da confusão moderna ambiente e insuportável e com uma simplicidade desconcertante, de tão límpida que é a verdade e de tanto que ela se impõe.”

Em bom guénoniano, Laïbi vota um ódio feroz à nação francesa, como se vê neste vídeo onde ele chama os franceses de degenerados.

Valores defendido por Salim Laïbi: livre pensamento, maçonaria, desordem esotérica, antinacionalismo, ódio contra a França e o povo francês, René Guénon.

9.Kémi Séba

O extraordinário Kémi Séba, nascido Stellio Capo Chichi, deve, ele também, finalmente integrar essa galeria de retratos. Este “nazista negro” de ideologia flutuante é o profeta da doutrina do Kémitismo, divagação “maçonizante” inspirada pela religião egípcia. Séba entrará na História por ter criado o insulto “antikémita”, que seus sectários podem futuramente usar contra os judeus. Uma pérola!

kemiEscutemos o que Kémi, orador que nunca perde o fôlego, quer nos dizer:

“Seria necessário muito mais tempo para evocar todos os autores que me inspiraram. É verdade que René Guénon é um deles, mais não é o único. Mas o que foi marcante para mim, é que René Guénon é um “homem branco”, para retomar um termo conveniente, que teve relação com tradições nas quais eu me reconheço perfeitamente. Eu, o Negro, comecei a procurar a minha verdade pela raiz, retornando à gênese da cosmogonia africana. Ele, Guénon, o Branco, começou por estudar o hinduísmo, uma espiritualidade transmitida pelos Arianos, os brancos. Ele partiu, então, da história dos seus para retornar à submissão ao Único, ou seja, ao islã. Graça às minhas leituras de Guénon, eu saí do prisma do “islã, religião árabe”. Ele me fez compreender bem que o islã existe desde a noite dos tempos, mas que o Profeta Maomé – que a paz esteja com ele – veio lembrar e completar o que miríades de povos tinham recebido e, depois, esquecido.”

Kémi alia-se, ele também, ao maçom Guénon, necessariamente, e o Islã existiria “desde a noite dos tempos”… Reconhece-se bem, aí, a desordem esotérica dos guénonianos. Além disso, os “kémitas” adoram Osiris, Isis, Horus, Hator e pretendem descender dos faraós que eram, sem dúvida, muçulmanos contra a própria vontade. O outro fato interessante é a sua adesão ao pan-africanismo e sua militância a favor de uma união política da África, em um sentido inequivocamente globalista.

Valores defendidos por Kémi Séba: nazismo, kémitismo, antissemitismo, new age, maçonaria, pan-africanismo, globalismo, René Guénon.

10. Alain de Benoist

benoistUma menção especial para Alain de Benoist que, em um momento ou outro, promoveu e difundiu cada um desses “valores” por meio de seus livros e revistas (KrisisNouvelle ÉcoleÉlements): desordem esotérica, maçonaria, new age, satanismo, ateísmo, nazismo, eugenia, racismo, anticristianismo, luciferismo, antinacionalismo, europeísmo, globalismo, imperialismo, pornografia, federalismo europeu, gênero, pederastia, prostituição, homossexualidade, neopaganismo, império, René Guénon… tudo sendo largamente pago pela família Bloch (família judia proprietária do Figaro e do grupo Dassault) para escrever no Figaro, Valeurs Actuelles e Le Spectacle du Monde.

Benoist se esforça muito para parecer sério e respeitável, mas é impossível para ele, que não consegue se conter, e a incontinência esotérica o toma, como os outros:

“Os Atlantes, diz Platão, utilizavam uma matéria preciosa, o “oricalco”. Tratava-se, muito provavelmente, do âmbar amarelo, do qual a Europa do Norte fazia, dois mil anos antes da nossa era, um comércio intenso. O deus Apolo, a quem os Dóricos prestavam culto na Grécia, não retornava, supostamente, todos os anos à Hiperbórea, lá onde, sobre as margens do Eridano (o Eider), suas irmãs choravam lágimas de âmbar? “Ora, existe apenas um lugar”, sublinha Spanuth, “onde se extrairia o âmbar amarelo na Antiguidade. E é precisamente no litoral do Schleswig-Holstein, entre o Mar do Norte e o Báltico”. Também para lá que conflui o Elba, o Weser e o Eider, rios cujo curso foi brutalmente modificado por catástrofes naturais ocorridas precisamente no século XIII antes da nossa era. Essas catástrofes que causaram o colapso das margens do Mar do Norte e do Báltico são relacionadas às que provocaram a ruína da civilização cretense e a erupção do vulcão de Tera-Santorini, devastaram o império hitita na Ásia e o reino micênico na Grécia. “Tudo isso”, prossegue Spanuth, “nos leva à vizinhança da ilha Helgoland, no Mar do Norte, que corresponde exatamente à descrição dada por Platão da capital sagrada dos Atlantes, a antiga Basiléia”. Etimologicamente, Helgoland (heiliges Land) significa “terra sagrada”…” (Alain de Benoist)

benoist

Benoist: “Eu nunca renunciei à militancia em favor de uma Europa politicamente unificada”.

René Guénon: “Todo ‘nacionalismo’ se opõe necessariamente ao espírito tradicional…”

Conclusões
Soral denuncia o satanismo, a maçonaria, o globalismo, o imperialismo, a pornografia, etc., mas ele navega em tudo isso: seus amigos fazem essas teorias todas as manhãs, diante de seus cafés (e a prática, durante as noites) e, no fim do caminho, existe a submissão total às potências que governam o mundo. No discurso dos amigos de Soral, encontramos uma mesma estrutura, um mesmo acúmulo de camadas: radical, depois esotérico, depois globalista… é também a estrutura de “Igualdade e Reconciliação”.

Soral, rebelde? Soral, inimigo do sistema? Soral, demolidor da corrupção das elites? Só os ingênuos acreditam nisso. Soral está no coração do sistema de dinheiro e perversão, seu percurso nunca se desviou – moda, televisão, publicidade, arte contemporânea, estrume, sempre estrume, ainda estrume, e seus amigos de hoje estão todos envolvidos até o pescoço com satanismo, luciferismo, maçonaria e todas as porcarias possíveis e imagináveis. O presente artigo nada mais é que um breve apanhado do mundo onde navega Soral, podemos cavar ainda mais, e sempre encontrar a mesma matéria, a fossa é profunda e parece inesgotável. E infelizmente eu não invento nada, nada faço além de citar os textos deles, que eles criaram e tornaram públicos, tudo está acessível a quem quiser verificar por si mesmo. E isso é apenas a superfície, a espuma…

É preciso saber, enfim, que de todo esse grupinho, nenhum foge ao destino. Eles não são nem mais nem menos talentosos que seus modelos (Blavatsky, Guénon, Evola, Wiligut, Crowley, Alice Bailey, etc.), estão presos na mesma cola, no mesmo nível, o nível da desordem esotérica que o ponto em comum de todos, o paradigma e o limite de todos. E se existiu um lugar particularmente apropriado para reunir a panelinha soraliana, é a “meditation room” da ONU, em Nova York, que é mantida pelo Lucis Trust (Lucifer Trust) de Alice Bailey:

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É de lá que sai a desordem esotérica e de lá que eles conduzem seus adeptos, as ovelhas desgarradas que eles são encarregados de conduzir ao lar do consenso. Certas polícias sustentam que eles pensam estar prontos a romper com a ordem social, elas os empurram à ruptura para melhor recuperá-los, controlando mesmo a passagem ao ato subversivo e antisocial… a panelinha soraliana é uma polícia desse tipo, cujo domínio não é penal, mas social e político. O importante tanto em um quanto em outro caso é, por um lado, de posicionar aqueles que estão prontos a abandonar o consenso e, por outro lado, de prepará-los bem para recuperá-los, uma vez que lhes deram o tapa nas costas que os desequilibrou… eles creem cair na subversão, mas é no coração do império e de sua corrupção que eles se encontram.

Então, você é soraliano? Você bebe os vídeos mensais do seu herói e crê piamente que Soral é um rebelde que se opõe ao sistema? E você deu a ele seu nome, endereço, dinheiro e dados bancários…? Tem alguém olhando para você, chorando de rir… e não sou eu!

Nota:
* – Michaël Kuhnen, morto em 1991, líder neonazista e chefe da Ordo Templi Orientis, é o teórico dos pedonazistas, onde se fundem a apologia dos SA de Ernst Röhm, homossexualidade e sadismo. Caignet, líder da “Europaïsche Bewegung” na França e, ele também, grão-mestre de um ramo francês da OTO, foi condenado em vários casos ruidosos de pedofilia. A direção belga de “Synergie” colaborava com a editora de Caignet que editava a revista “Palestre”, com o subtítulo “Os caminhos da santa ordem masculina” e traduzia ali textos de Hans Bühler de tendência pedófila. Teórico de confrarias masculinas nos anos 20 e 30, Bühler desenvolvia teorias próximas das de Kühnen. Autor de “Nacional-socialismo e homossexualidade”, Künen “desenvolvia ali uma mística paganista das confrarias masculinas germânicas”, especifica, ainda, o Reseau Voltaire. (Link).

Adaptado. Fonte: http://neriencomprendreenpire.wordpress.com/2013/12/08/les-amities-satanistes-maconniques-et-sodomites-dalain-soral/

(Artigo originalmente publicado no site “Dans la peau d’Alain Soral”, atualmente indisponível.)

Tradução: Milena Popovic

Postado originalmente em http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/15107-2014-04-09-18-08-57.html

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