Quem foi António de Oliveira Salazar?

Por Sidney Silveira

É próprio dos revolucionários esquerdistas recontar a história à sua própria imagem e semelhança — autoglorificando-se no presente e vitimizando-se para simular uma espécie de “martírio” histórico, do qual muitas vezes passam a haurir lucros financeiros e bônus políticos.

Isto não é prerrogativa do nosso pobre Brasil, hoje dominado pelo pior que pode haver na política.

Em Portugal, após a Revolução dos Cravos, a história daquela nação no século XX foi literalmente recontada, e se hoje o país afunda na corrupção, na paulatina perda de sentido histórico, no vilipêndio das instituições, na ausência de verdadeiro amor à pátria por parte dos homens públicos, que maquiavelicamente fazem do poder um fim em si mesmo, é mais fácil para os atuais governantes culpar o que sucedeu muitíssimo antes de eles próprios chegarem ao poder.

Este documentário sobre Salazar é simplesmente magnífico! E corajoso, muito corajoso, porque não tem meias medidas para fazer a defesa daquele que teve a antevisão da desonra na qual — depois da morte — o seu nome seria jogado.

Salazar, o ministro das finanças em momentos de grave crise. Salazar, o estadista que conseguiu manter Portugal fora da II Guerra Mundial. Salazar, o governante católico. Salazar, o anticomunista. Salazar, o líder cuja firme ação impediu que a Península Ibérica acabasse fagocitada pela revolução que começava a destruí-la a partir da Espanha.

Estava em jogo a sobrevivência de Portugal como nação autônoma.

Pois muito bem: se a posteridade não reconhece a grandeza de Salazar, pior para a posteridade.

A quem se interessa por história, peço que veja todos os “links” deste documentário da RTP, ao que parece reproduzido por uma televisão francesa.






NOTA: É preciso tomar muito, muitíssimo cuidado: alguns estudos recentes — que põem em paralelo Hitler e Salazar — são verdadeiros crimes de lesa-História. Apenas para você ter idéia, Lisboa foi o refúgio de incontáveis judeus fugidos dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. É preciso ir juntando vários pontos deste bordado para formar um juízo seguro, além, é claro, de ter uma noção de qual seja a verdadeira natureza da política.

Interessante, no vídeo, o ponto em que o catedrático aponta para a impropriedade de chamar Salazar de “fascista”, por mera falta de alguns elementos ESSENCIAIS ao fascismo… Já recebi algumas mensagens de pessoas que desconheciam completamente a trajetória de Salazar (e apenas repetiam o que o galo cantou alhures).

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