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Estados Unidos têm protestos em várias cidades após ataque em Dallas — Terça Livre


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A fé católica de Kobe Bryant foi decisiva para enfrentar o momento mais difícil de sua vida


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Kobe Bryant / Foto: Wikipedia Keith Allison (CC-BY-SA-2.0)

WASHINGTON DC, 04 Jan. 16 / 04:09 pm (ACI).- Kobe Bryant, astro da NBA e considerado um dos melhores jogadores de basquete da história, comentou recentemente que planeja retirar-se do esporte ao final desta temporada. Entretanto, o que a maioria das pessoas não sabem é que Kobe é católico. E de acordo a uma recente entrevista, sua fé católica o ajudou a atravessar dos momentos mais difíceis de sua vida.

Nascido em 1978 na Filadélfia (Estados Unidos), Kobe foi criado em uma família católica. Ao completar seis anos, sua família se mudou à Itália, a um pequeno povoado localizado aproximadamente a uma hora de Roma. Por esta razão, Kobe fala italiano fluentemente.

Ele ingressou na NBA (Associação Nacional de Basquete dos Estados Unidos) depois de terminar o ensino médio e rapidamente se transformou em uma estrela. Rapidamente as pessoas começaram a especular sobre se ele se converteria “no próximo Michael Jordan”.

Em 2001, aos 23 anos, casou-se com a Vanessa Laine, de 19 anos, quem também é católica. A cerimônia foi celebrada na igreja de Saint Edward em Dana Point, estado da Califórnia (Estados Unidos). Dois anos depois tiveram sua primeira filha.

No mesmo ano também aconteceu algo que mudaria para sempre a vida do jogador, e por essa razão precisou apoiar-se na sua fé: foi acusado de estuprar uma jovem em um quarto de hotel no Colorado.

Envergonhado, Kobe admitiu imediatamente que teve relações sexuais com a mulher, o que era um adultério contra sua esposa. Mas afirmou que não houve estupro.

Este acontecimento causou um imenso dano à sua família, e também trouxe graves consequências para sua carreira: importantes patrocinadores o abandonaram, suas camisetas deixaram de ser vendidas e obviamente, sua reputação foi muito afetada.

Um ano depois, um juiz negou as acusações de estupro. A mulher também apresentou uma denúncia civil contra Kobe, a qual foi resolvida por meio de um acordo fora do Tribunal. Em meio à situação, o esportista emitiu um comunicado público pedindo desculpas à mulher e a família desta, assim como à sua própria família.

Em uma entrevista com a revista GQ no começo de 2015, Kobe explicou como se sustentou em sua fé católica para ajudá-lo a passar por essa difícil provação.

O fato de perder meus patrocinadores “era na verdade a última das minhas preocupações. Tinha medo de ser preso? Sim. Tinha 25 anos, cara. Estava aterrorizado. A única coisa que realmente me ajudou durante esse momento –sou católico, cresci como católico, meus filhos são católicos– foi falar com um sacerdote”.

“Na verdade, foi um pouco engraçado”, recordou Bryant, pois “ele olhou para mim e disse ‘Você é culpado? ’ e eu respondi: ‘é obvio que não’. Em seguida, me perguntou ‘Você tem um bom advogado? ’ disse: ‘Oh, sim, ele é muito bom’. Então ele simplesmente disse ‘Então deixe estar. Segue em frente. Deus não te dá nada que você não possa suportar, e está nas mãos dele agora. Isto é algo que você não pode controlar. Por isso deixa as coisas acontecerem”. E esse foi o momento decisivo”.

Kobe e sua esposa permaneceram juntos durante alguns anos depois das acusações, e inclusive tiveram outra menina. Mas em 2011, sua esposa pediu o divórcio. Felizmente, em 2013 suspenderam o trâmite de divórcio e se reconciliaram.

Superação

Depois dos eventos de 2004, Kobe Bryant superou de vez estes acontecimentos que se refletiram em títulos e nomeações honrosas na liga, além de títulos olímpicos pela seleção dos EUA.

Foi o jogador mais valioso da liga norte-americana (MVP) na temporada 2007/08 e levou o time às finais da NBA. No mesmo ano, Kobe foi medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim. Em 2009, Bryant levou o Lakers ao título da NBA e, assim, conquistou o seu quarto campeonato na carreira. Em 2010, numa partida contra o Memphis Grizzlies, tornou-se o maior pontuador da história do Los Angeles Lakers. Ainda em 2010, comandou mais um título da NBA do Lakers ao bater em sete jogos o arquirrival Boston Celtics. Finalmente en 2012 Kobe ganhou o Ouro nas Olimpíadas de Londres.

As monjas que a França da liberdade de expressão guilhotinou e você nunca ouviu falar


Vitral em honra das monjas mártires.

Vitral em honra das monjas mártires.

O vendaval de ódio anti-religioso que soprou na França durante a Revolução de 1789, atingiu duramente e de forma indiscriminada todas as ordens, todos os religiosos, de todas as cidades, inclusive, de forma brutal, a humilde Comunidade das carmelitas de Compiègne.
Já a partir de novembro de 1789 os bens eclesiásticos são compulsoriamente colocados à disposição do Poder Público. Depois, eram considerados “fora da lei” todos os religiosos que não jurassem a Constituição Civil do Clero.
No dia 4 de agosto de 1790, as carmelitas de Compiègne recebem a visita dos “comissários do povo” a fim de fazer o inventário de seus bens. No dia seguinte, insinuam que as religiosas abandonem o Convento e voltem para casa para aproveitar o “privilégio concedido pela lei”.
Mais tarde, em 14 de setembro do mesmo ano, como relutavam em abandonar a clausura, recebem ordens expressas de abandonar o edifício, sob pena de serem punidas pela lei. Sem ter para onde ir, procuram as freiras abrigo em casas de pessoas amigas na cidade, em grupos de quatro ou cinco. Mesmo assim, os “comissários do povo” vão a procura delas e exigem que façam um juramento republicano denominado “Liberdade-Igualdade”.

Predileção divina
Depois da Páscoa de 1792, esteve visitando o Carmelo de Compiègne o bispo de Saint-Papoul, Mgr. de Maillé-la-Tour-Landry, quando soube de um fato miraculoso ocorrido muitos anos antes. Estava um clérigo dando a comunhão a uma jovem de 15 a 16 anos, “virgem como um anjo”, segundo o bispo, quando a mesma entrou em êxtase vendo grande quantidade de religiosas, uma comunidade inteira, subir aos céus com palmas nas mãos. A superiora, dirigindo-se às irmãs, interpretou o sonho: “Poderíamos esperar que fosse a nossa comunidade que o Céu predestinasse a um tão grande favor?” Os fatos provariam que era aquela Comunidade, sim, que ganharia inteirinha a palma do martírio.
Esta idéia do martírio ia tomando vulto no espírito da superiora, Madre Teresa, e de suas religiosas à medida que o vendaval revolucionário ia crescendo. Determinado dia, a superiora reúne suas religiosas e lhes diz: “tendo feito meditação sobre esta matéria, veio-me ao pensamento fazer um ato de consagração pelo qual a Comunidade se ofereceria em holocausto para aplacar a cólera de Deus, para que a divina paz que Seu Filho veio trazer ao mundo fosse concedida à Igreja e ao Estado”. Todas as religiosas aprovaram a idéia e a consagração foi logo feita.
A situação das religiosas era difícil, dispersas pelas casas de amigos. Mas as proximidades das casas permitia-lhes reunirem-se para realizar alguns atos comuns sem chamar atenção. Certo dia, porém, as casas são “visitadas” abruptamente pelo “Comitê de Vigilância” da cidade. Nos dias seguintes as visitas se sucedem.
Durante aquelas “visitas”, os representantes do “povo” reúnem finalmente as “provas” com que podem mandar prender todas as religiosas, o que ocorre no dia 22 de junho. O material recolhido é enviado a Paris com os dizeres: “Já de há muito desconfiávamos que as ex-religiosas carmelitas deste município, se bem que alojadas em casas diferentes, viviam em comunidade, submissas às regras de seu ex-convento. Nossas desconfianças não eram vãs.
“Após várias visitas feitas, encontramos correspondência criminosa: não somente paralisavam elas os progressos no espírito do povo, admitindo pessoas numa confraria dita do escapulário, mas faziam também votos pela Contra-Revolução e destruição da República e restabelecimento da tirania”.
Dentre os documentos que foram apresentados como “provas” dos delitos das freiras, estavam cartas de alguns padres em que se falava de novenas, escapulários e direção espiritual; um retrato de Luís XVI, e imagens do Sagrado Coração de Jesus.

A morte “in odium fidei”
A 12 do mês seguinte, enquanto almoçam na prisão, as religiosas recebem ordens de partida imediata para Paris. Já estavam prontas a sua espera as carruagens que as levariam de viagem.
Tão logo chegam a Paris são levadas para a Conciergerie, a prisão de onde só se saía para a guilhotina. Por terem as mãos atadas, as religiosas descem com dificuldade das carruagens. O carcereiro, impaciente, empurra a mais idosa, quase octogenária e doente, fazendo-a cair de bruços sobre as pedras do calçamento. O povo presente protestou contra tal brutalidade. Ferida e com a face ensangüentada, a anciã ainda agradece a seu algoz por não a ter matado, porque isto a privaria da graça coletiva do martírio.
No dia seguinte as carmelitas são obrigadas a comparecer perante o Tribunal Revolucionário juntas com outro grupo de 15 pessoas. A maioria destas pessoas haviam cometido o “crime” de havê-las acolhido em suas casas. As características deste “julgamento” são iguais aos outros: não há advogado de defesa nem testemunhas a serem arroladas, há apenas o libelo acusatório.
A sentença saiu também da mesma forma das demais: morte pela guilhotina. Para se avaliar o facciosismo de tal “júri” basta julgarmos um caso. Um dos réus, Mulot de la Ménardière, foi condenado à morte como “padre refratário”, quando se sabe que o mesmo não era padre mas agricultor, bastante conhecido na cidade para ter sua profissão trocada em plena sentença do Tribunal, por sinal dirigido por um sujeito que o conhecia muito bem, pois era natural de Compiègne.
Em sua prisão na Conciergerie, as 16 carmelitas não deixam de cumprir a Regra da Ordem. Testemunhas afirmam que elas nunca deixaram de rezar o Ofício. E no dia de 16 de julho, véspera do martírio, celebraram a Festa de Nossa Senhora do Carmo, Patrona da Ordem, com tal entusiasmo que um dos presos que o testemunhou disse que “a véspera da morte parecia para elas um dia de grande festa”.
Enquanto as religiosas aguardam os carroções que as levariam ao cadafalso, como estavam em jejum, a superiora Madre Teresa de Santo Agostinho, temendo que alguma possível fraqueza física possa ser tomada como temor da morte, vende a um circunstante um xale de uma das freiras e proporciona a cada uma das freiras uma xícara de chocolate.

Vítimas expiatórias
Caminhando para o cadafalso, as carmelitas cantam. Primeiro o Miserere, para que Deus perdoe os seus pecados; depois a Salve Regina, pedindo proteção à Santíssima Virgem, e, finalmente, o Te Deum, como canto de vitória pelo martírio. A multidão as segue em silêncio respeitoso, ninguém ousa bradar os usuais xingamentos que costumavam fazer contra os condenados. Nem sequer as furiosas “lambedeiras de guilhotinas”, ou, como alguns chamavam, “furiosas da guilhotina”, grupo de megeras debochadas e sedentas de sangue que sempre acompanhavam as vítimas para lhes aumentar o tormento e saborear suas angústias e terror.
Madre Teresa de Santo Agostinho pede para ser a última a morrer, a fim de poder encorajar suas filhas espirituais até o final. Segurando uma pequena imagem da Virgem Santíssima nas mãos ela entoa o hino “Veni Creator Spiritus”, invocando o Divino Espírito Santo. Irmã Constância, a primeira a ser chamada para o suplício, aproxima-se dela, oscula a pequena imagem, e pede à Superiora sua bênção e licença para morrer. Sobe depois serenamente os degraus do cadafalso, cantando o Salmo “Laudate Dominum omnes gentes”, indo colocar-se sob o cutelo e não permitindo que os carrascos nela toquem. Todas as outras seguirão seu exemplo. Os carrascos, cheios de respeito, não têm pressa e nem demonstram impaciência, permitindo que as carmelitas façam publicamente esse último ritual de sua Comunidade.
Era o dia 17 de julho de 1794. O sacrifício destas 16 mártires não foi em vão. Deus logo fez cair seu braço sobre a cabeça dos principais chefes da Revolução. Alguns dias depois, no final do mesmo mês de julho, eram guilhotinadas 108 cabeças revolucionárias de Paris, dentre elas a do próprio Robespierre. Ao contrário das carmelitas, todos morrem desesperados, blasfemando, maldizendo-se a si mesmo e aos outros. Eram os demônios “mantenedores”, que alimentavam a Revolução em sua fase do terror, que estavam sendo exorcizados. Não sem grande comoção, desespero e blasfêmias.
Assim, embora elas não tenham feito o propósito de forma explícita, pode-se dizer que se tornaram Vítimas Expiatórias Exorcísticas.
O Papa São Pio X, a 10 de dezembro de 1905, beatificou as 16 mártires.

O grupo de religiosas carmelitas lideradas por Madre Teresa de Santo Agostinho era composto por 10 monjas, 1 noviça, 3 irmãs leigas, 2 irmãs rodeiras.

Relação das 16 beatas

Madeleine-Claudine Ledoine ou Madre Teresa de Santo Agostinho priora, 41 anos;
Anne-Marie-Madeleine Thouret ou Irmã Carolina da Ressurreição monja, sacristã, 78:
Anne Petras ou Irmã Maria Henriqueta da Providência monja, 34;
Marie-Geneviève Meunier ou Irmã Constança. noviça, 29;
Rose Chretien de la Neuville ou Irmã Júlia Luísa de Jesus, monja, 53;
Marie-Claude Cyprienne (Catherine Charlotte) Brard ou Irmã Eufrásia da Imaculada Conceição, monja, 58;
Marie-Anne (ou Antoinette) Brideau ou Madre São Luís, sub-priora, 41;
Marie-Anne Piedcourt ou Irmã de Jesus Crucificado, monja, 79;
Marie-Antoniette (ou Anne) Hanisset ou Irmã Teresa do Imaculado Coração de Maria, monja, 54;
Marie-Francoise Gabrielle de Croissy ou Madre Henriqueta de Jesus, antiga priora, 49;
Marie-Gabrielle Trezel ou Irmã Teresa de Santo Inácio, monja, 51;
Angelique Roussel ou Irmã Maria do Espírito Santo, irmã leiga, 51;
Julie (or Juliette) Verolot ou Irmã São Francisco Xavier, irmã leiga, 30.
Marie Dufour Irmã Santa Marta irmã leiga, 51;
Catherine Soiron rodeira, 52;
Thérèse Soiron rodeira, 46.

Texto do blog QUODLIBETA.