Editora Concreta lançará Defensio Fidei Catholicae de Francisco Suárez


A Editora Concreta publicará, em formato 14×21, a tradução de cerca de 300 páginas da obra “Defensio Fidei Catholicae” (1613), de Francisco Suárez, em versão compilada sob a coordenação do prof. Marcus Boeira, que buscará pinçar os capítulos e trechos mais substanciais da obra.

O livro terá, além do texto da compilação, traduzido diretamente do latim, uma introdução pelo prof. Marcus Boeira, notas e comentários explicativos da obra, da doutrina de Suárez e do contexto histórico em que se situava, e finalmente um posfácio de um especialista da área (ainda a ser combinado).

O Sedevacantismo


A questão do sedevacantismo foi levantada por muitos, e Dom Lefebvre, ele mesmo, se perguntou como era possível que um Papa presidisse à destruição da Igreja.

“Pois, enfim, um grave problema se impõe à consciência e à fé de todos os católicos desde o pontificado de Paulo VI, dizia Dom Lefebvre numa entrevista concedida ao jornal Figaro em agosto de 1976. Como um Papa, verdadeiro sucessor de Pedro, ao qual não falta a assistência do Espírito Santo, pode presidir à destruição da Igreja, a mais profunda e a mais extensa de toda a sua história, num espaço de tempo tão curto, coisa que nenhum heresiarca jamais conseguiu fazer?”(1) “Temos verdadeiramente um Papa ou um intruso sentado sobre o trono de Pedro? Bem-aventurados aqueles que viveram e morreram sem ter que formular uma tal questão”. (2)

Mas Dom Lefebvre não deixou essa pergunta sem resposta. Mesmo se não é possível esclarecer inteiramente essa questão, ou melhor, por isso mesmo, por não se ter um ensinamento infalível do magistério a esse respeito, uma atitude de reserva se impõe.

“Fora as ocasiões em que ele usa o seu carisma de infalibilidade, o Papa pode errar. Por que então se escandalizar e dizer: ‘Então ele não é Papa’, como Ario que se escandalizava a respeito das humilhações do Senhor que dizia na sua Paixão: ‘Meu Deus, porque me abandonaste?’ e Ario concluía: ‘Então, ele não é Deus!’ Nós não sabemos até onde um Papa levado por não sei que espírito ou formação, submetido a não sei que pressões ou por negligência pode arrastar a Igreja a perder a Fé, mas nós constatamos os fatos.Eu prefiro partir deste princípio: nós devemos defender nossa Fé; eis aí o nosso dever. Quanto a isso não há a menor sombra de dúvida”. (3) Continue reading

Resposta ao leitor sobre a profecia de Leão XIII


NOTA DO EDITOR: Um leitor pediu para sanar uma dúvida ao ler a postagem A supremacia do Papa o “Dictatus Papae” e ao reconhecer minha incapacidade, pedi ao meu amigo Carlos Nougué para me ajudar.

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Primeira pergunta

1) Eu tenho uma pergunta, ultimamente tenho rezado aquele exorcismo do papa Leão XIII, no mesmo coloca-se assim: “Ali onde está constituída a sede do beatíssimo Pedro e cátedra da verdade para iluminar os povos, ali colocaram o trono de abominações da sua impiedade, para que ferido o pastor, dispersassem as ovelhas”. O que é afinal “ferir o pastor”? É possível o papa perder a fé? É possível a Igreja Romana ensinar algo errado, ou a mesma perder a fé?

RESPOSTA. Divido-a. Continue reading

Se a fé dos papas pode desfalecer


Por Carlos Nougué

Nota prévia

Não se extraia deste breve “artigo disputado” o que ele não diz nem quer dizer. Seu escopo é simplíssimo e único: resolver o problema enunciado por seu título.

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Se a fé dos papas pode desfalecer

E parece que não.

1) Com efeito, Cristo rogou ao Pai que a fé de Pedro não desfalecesse (cf. Lc XXII, 32). Ora, uma oração sua não podia não ser atendida. Com efeito, segundo Santo Tomás de Aquino,[1] não se deve dizer que a oração de Cristo no horto das oliveiras não tenha sido atendida, porque Ele “em tudo foi atendido por sua piedade” (Hb V, 7). Logo, a fé de Pedro não podia desfalecer. Continue reading